Icônico Edifício Chopin, na orla de Copacabana, tem seis apartamentos à venda após saída de Gilberto Gil e Narcisa Tamborindeguy

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No mercado imobiliário da Zona Sul do Rio de Janeiro, poucos endereços concentram tanto simbolismo quanto o Edifício Chopin, em Copacabana. O prédio integra um conjunto de empreendimentos associados ao estilo de vida da alta sociedade carioca, ao lado de estruturas clássicas que há décadas atraem famílias tradicionais e investidores.

Construído na década de 1950, o conjunto — formado pelos blocos Chopin, Prelúdio e Balada — voltou ao radar do mercado com a oferta simultânea de seis unidades, movimento considerado raro no edifício. Em geral, negociações no local ocorrem de forma discreta, restritas a um nicho de compradores de alto padrão, tanto pelo perfil dos imóveis quanto pelos valores envolvidos.

Segundo levantamento divulgado pela Bloomberg Línea, com base em informações de três imobiliárias especializadas na Zona Sul e duas plataformas digitais, entre elas o QuintoAndar, os preços variam entre R$ 14 mil e pouco mais de R$ 33 mil por metro quadrado. Entre as unidades disponíveis estão imóveis que pertenceram a nomes conhecidos, como a socialite Narcisa Tamborindeguy e o cantor Gilberto Gil.

O que explica os apartamentos ‘vagos’ no Edifício Chopin

O apartamento de Narcisa foi recentemente colocado à venda após a mudança da socialite para o Edifício Cap Ferrat, em Ipanema. Já o imóvel associado a Gilberto Gil está anunciado por cerca de R$ 12 milhões, em meio à decisão do artista de migrar para uma residência maior. O pacote de ofertas inclui ainda uma cobertura triplex de 860 m², com terraço panorâmico, listada por aproximadamente R$ 35 milhões — o equivalente a cerca de R$ 40,7 mil por metro quadrado.

De acordo com fontes do mercado imobiliário, as movimentações estão ligadas principalmente a mudanças de estilo de vida dos proprietários, sem relação com o edifício em si. O Chopin passa por um processo contínuo de modernização e reforço na segurança, especialmente em períodos de maior circulação, como o Réveillon, quando eventos sociais ampliam o fluxo de visitantes.

O conjunto soma 12 andares e cerca de 60 unidades. Inaugurado em 1956 e projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon, o edifício foi considerado inovador para a época, com destaque para o uso de janelas panorâmicas — elemento que ajudou a consolidar seu status no mercado imobiliário da orla.

Na lateral, o prédio mantém vista direta para a área de lazer do Copacabana Palace, vizinhança que já gerou disputas históricas durante sua construção. À época, Mariazinha Guinle, então proprietária do hotel, chegou a cogitar a construção de um muro para preservar a privacidade dos hóspedes da piscina.

Hoje, no entanto, os dois ícones convivem lado a lado, inclusive com uma parceria que permite a moradores do Chopin o uso da piscina do hotel.

Com informações do “Diário do Rio”.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/edificio-chopin-apartamentos-a-venda/

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