Alvo de operação, ex-vereador Ulisses Marins encaminhou áudio de Peixão para secretário de Ordem Pública

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No inquérito do Ministério Público do Rio (MPRJ) que apura indícios de proximidade entre o ex-vereador Ulisses Marins e o Terceiro Comando Puro (TCP), consta um áudio atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que foi repassado pelo próprio parlamentar.

Alvo de operação na manhã desta quinta (18), Ulisses encaminhou para o então secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, um áudio em que Peixão nega que o TCP tenha proibido festas juninas no Complexo de Israel. Na ocasião, Carnevale apurava as denúncias, que incluíam relatos de igrejas fechadas pelo traficante na comunidade.

“Os caras jogam uma bomba lá na principal, um montão de feridos, e ninguém se pronuncia. Agora estão gerando fake news dizendo que mandei fechar até as igrejas. Como é que é isso? Manda logo falar que é tudo fake news”, diz Peixão, no áudio atribuído a ele.

Vereador disse que ordem não parecia ter vindo de Peixão

O registro de voz passou por perícia; o laudo técnico não confirmou a autoria, mas reconheceu a semelhança entre a voz no áudio e a do chefe do TCP. A transcrição do arquivo baseou o pedido de busca e apreensão da operação realizada nesta quinta-feira.

Antes de mostrar o áudio a Carnevale, Ulisses Marins teria dito que “não parecia crível que a ordem” para fechamento de igrejas e festas tivesse “sido emanada do Peixão”.

Ulisses Marins e Val Ceada são acusados de interferir em ação policial contra TCP

A investigação começou a partir da suspeita de interferência de Ulisses Marins e do deputado estadual Val Ceasa para evitar a demolição de um resort do TCP. De acordo com o Ministério Público, a dupla foi ao 16º BPM (Olaria) em dezembro de 2023 para colher informações sigilosas sobre a ação policial para tentar defender o espaço.

À época, os políticos alegaram que o local funcionava como sede de projetos sociais. Após a intervenção da dupla, os agentes constataram que uma academia foi desmontada e pinturas da facção foram apagadas para disfarçar o uso do resort pelo crime organizado. Faixas que citavam os nomes dos parlamentares foram instaladas no endereço. Não há nenhum registro oficial sobre as supostas colônias de férias e projetos indicados nas faixas

A operação desta manhã cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, inclusive no gabinete de Val Ceasa na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante as buscas em endereços ligados aos suspeitos na capital fluminense e no Espírito Santo.

Com informações da TV Globo.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/ulisses-marins-mandou-audio-peixao/

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