Obras do Centro Cultural Rio-Áfricas começam ao lado do Cais do Valongo

Boletim RJ
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O equipamento se somará às iniciativas de valorização da Pequena África e do Cais do Valongo. Foto: Divulgação

As obras do Centro Cultural Rio-Áfricas começaram nesta sexta-feira (31), na Pequena África, Zona Portuária do Rio. O equipamento será construído ao lado do Cais do Valongo, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, e ocupará o terreno onde funcionou, por mais de 90 anos, o antigo prédio da Maternidade Pró-Matre.

O espaço será destinado à preservação da memória e à valorização da ancestralidade afro-diaspórica. O projeto prevê a realização de exposições, mostras, atividades educativas, ações de formação artística e outras iniciativas culturais abertas ao público.

O início das obras contou com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere. Segundo ele, o centro cultural contribuirá para reconhecer a influência dos povos africanos na formação histórica e cultural da cidade.

“Hoje damos início a essa obra que, para nós, é motivo de muito orgulho e de certeza de que estamos no rumo certo aqui, na Região Portuária do Rio. O Centro Cultural Rio-Áfricas é um equipamento que significa muito na consolidação desse espaço, mais do que como a Pequena África, mas como uma bússola do desenvolvimento e da construção da identidade do que é o Rio de Janeiro, olhando para a frente, mas sempre enxergando a força e a relevância dos povos ancestrais, dos povos africanos que vieram para o Rio. É um dia muito especial para a cidade”, afirmou Cavaliere.

O projeto arquitetônico é assinado por Marcus Vinicius Damon Martins de Souza Rodrigues, do Estúdio Módulo de Arquitetura e Urbanismo. A proposta venceu o concurso promovido pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), e foi escolhida entre 36 trabalhos apresentados por arquitetos negros brasileiros e de países africanos de língua portuguesa.

Arquitetura inspirada na ancestralidade africana
O Centro Cultural Rio-Áfricas terá um pátio arborizado e elementos arquitetônicos inspirados na história e na identidade da região. O paisagismo reunirá espécies como espada-de-são-jorge, agapanto e capim-do-texas, associadas a referências africanas e à Mata Atlântica.

A fachada contará com tramas baseadas em padrões africanos e painéis perfurados para filtrar a entrada de luz natural. A proposta busca integrar o edifício ao território histórico da Pequena África e às características culturais da Zona Portuária.

O equipamento se somará às iniciativas de valorização da Pequena África e do Cais do Valongo, desenvolvidas com a participação de instituições como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e representantes da iniciativa privada.

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