Quem é Ana Paula Balbino, delegada que teve licença médica prorrogada e pode completar um ano afastada da Polícia Civil após marido matar gari

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Empresário René da Silva Nogueira Júnior é casado com a delegada Ana Paula Balbino, da PCMG — Foto: Reprodução/Redes Sociais


A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, permanecerá afastada da Polícia Civil de Minas Gerais por pelo menos mais 60 dias. A prorrogação da licença médica foi publicada no Diário Oficial do estado nesta quinta-feira.

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Segundo o ato do governo mineiro, o novo período de afastamento passou a vigorar em 9 de junho. Com isso, Ana Paula seguirá longe das atividades até 9 de agosto. Caso não retorne ao trabalho, a delegada completará, em 13 de agosto, um ano fora da corporação.

Ana Paula deixou o exercício do cargo dois dias após o assassinato de Laudemir e, desde então, permanece licenciada por motivos de saúde.

Quem é Ana Paula Balbino?

Ana Paula Balbino ocupa o nível especial da carreira de delegada da Polícia Civil de Minas Gerais. Seu nome passou a ganhar repercussão nacional após o marido, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, tornar-se réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes.

Empresário René da Silva Nogueira Júnior é casado com a delegada Ana Paula Balbino, da PCMG — Foto: Reprodução

Segundo a investigação, Laudemir foi morto a tiros em 13 de agosto do ano passado, em Belo Horizonte. Renê é acusado de ter efetuado os disparos após uma discussão no trânsito. Ele nega ter cometido o crime.

A delegada também entrou na mira das autoridades após suspeitas de que teria emprestado ou permitido o acesso do marido à arma utilizada no caso. Renê afirmou, em sua defesa, que pegou a pistola sem o conhecimento da esposa.

Empresário René da Silva Nogueira Júnior é suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Empresário René da Silva Nogueira Júnior é suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Inicialmente, Ana Paula foi investigada por supostos crimes de porte ilegal de arma de fogo e prevaricação. O Ministério Público de Minas Gerais, no entanto, não apresentou denúncia imediata contra ela, considerando a possibilidade de celebração de um Acordo de Não Persecução Penal.

Segundo apuração divulgada anteriormente pelo jornal Estado de Minas, a Corregedoria da Polícia Civil concluiu, em procedimento sigiloso, que a delegada teria realizado consultas ao sistema de Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) relacionadas ao caso. O mesmo levantamento apontou que ela teria feito diversas ligações para o marido após o horário do crime.

Processo administrativo pode levar à demissão

Em abril deste ano, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Ana Paula para apurar supostas transgressões disciplinares previstas na legislação que rege os servidores policiais civis de Minas Gerais.

Entre as infrações citadas no procedimento estão o eventual uso abusivo da condição de policial, negligência na guarda de objetos confiados em razão da função e o descumprimento de deveres funcionais.

Na ocasião, a defesa da delegada afirmou que se manifestaria nos autos e ressaltou que a abertura do PAD não representa comprovação de irregularidades.

Enquanto as investigações administrativa e criminal seguem em andamento, Ana Paula permanece afastada da Polícia Civil. Caso a licença não seja novamente renovada e ela não retorne às atividades em agosto, a delegada completará um ano longe das funções exercidas na corporação.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/brasil/minas-gerais/noticia/2026/06/13/quem-e-ana-paula-balbino-delegada-que-teve-licenca-medica-prorrogada-e-pode-completar-um-ano-afastada-da-policia-civil-apos-marido-matar-gari.ghtml

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