‘Botão do pânico’ começa a ser instalado em UPAs para proteger profissionais da saúde no estado do Rio

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Profissionais da saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais do Rio de Janeiro poderão contar com um novo sistema de segurança: o chamado “botão do pânico”. O mecanismo começou a ser instalado em maio e poderá ser acionado em situações de ameaça, agressão ou qualquer forma de violência dentro das unidades.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a primeira etapa da implantação já foi concluída nas UPAs estaduais. O protocolo de resposta, no entanto, ainda está em fase de finalização, em conjunto com a Secretaria de Estado de Polícia Militar e demais órgãos de segurança.

Como funciona o novo sistema de emergência das UPAs

O “botão do pânico” é acionado diretamente por um sistema no computador da unidade de saúde. Ao ser ativado, o alerta é enviado automaticamente ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar.

Além disso, a segurança interna da unidade também é notificada em tempo real. O sistema compartilha a localização exata da ocorrência, permitindo o envio da viatura mais próxima para atendimento imediato.

A implementação do dispositivo é financiada pelo orçamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pelo Fundo Estadual de Saúde (FES).

Crescimento de casos de violência contra profissionais da saúde motivou o autor da lei

A medida integra a Lei 11.070/25, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alerj) e sancionada pelo governo estadual em dezembro do ano passado.

Segundo o deputado Guilherme Delaroli (PL), autor da proposta, a iniciativa busca responder a um cenário recorrente de violência contra profissionais da saúde no exercício da função.

“Infelizmente essas situações não são pontuais, e as agressões fazem parte do dia a dia desses profissionais”, justificou.

De acordo com levantamento do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), um médico é agredido a cada três dias no estado. As mulheres representam 62,5% das vítimas no primeiro semestre de 2023, e 67% das ocorrências acontecem na rede pública.

O mecanismo pode ser utilizado em casos de agressão, ameaça ou qualquer situação que coloque em risco profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos e demais trabalhadores das unidades de saúde — incluindo hospitais, clínicas e serviços conveniados.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/botao-panicou-upas-rj-profissionais-saude/

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