A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (26), mandados de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro (PL) e outras cinco pessoas — uma delas sendo Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência. A investigação apura supostas irregularidades nos aportes do fundo previdenciário estadual no Banco Master.
A advogada havia sido nomeada no início da gestão de Deivis Marcon Antunes, que teria assumido o órgão em julho de 2023 com apoio de Castro.
Segundo a PF, o mesmo modelo de investimentos acabou sendo reproduzido posteriormente em Itaguaí sob atuação de Fernanda, que deixou o RioPrevidência e, no mesmo dia, assumiu a presidência do Itaprevi, instituto de previdência do município.
Itaguaí investiu R$ 59,6 milhões dos aposentados do município em letras financeiras do Banco Master.
Investimentos em Itaguaí começaram duas semanas depois
Menos de duas semanas após assumir o Itaprevi, Fernanda participou de reunião do comitê de investimentos do instituto municipal que aprovou aportes “junto a instituições financeiras cadastradas”.
Na sequência, o fundo previdenciário de Itaguaí realizou duas compras de letras financeiras do Banco Master, nos dias 28 de junho e 3 de julho de 2024, somando cerca de R$ 60 milhões.
Para investigadores, a rapidez das operações e a conexão direta da ex-gerente com os dois fundos previdenciários reforçam a suspeita de que o modelo adotado no RioPrevidência foi replicado em Itaguaí.
PF afirma que Fernanda assinou ‘credenciamento fraudulento’ do Banco Master
Na decisão que autorizou os mandados, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reproduz trechos da representação da Polícia Federal sobre a atuação de Fernanda Pereira.
Segundo a PF, ela teria “assinado o atestado de credenciamento fraudulento do Banco Master e da Planner”, além de “viabilizar operações irregulares mediante credenciamento meramente burocrático, sem as análises técnicas obrigatórias”.
A representação afirma ainda que a atuação da ex-servidora “em vez de concretizar o controle interno exigido por sua função, teria contribuído para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico”.
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