– Divulgação / Polícia Civil
Orlando Curicica é condenado a mais de 35 anos de prisão por assassinato e tentativa de homicídio
Divulgação / Polícia Civil
Rio – A Justiça do Rio condenou, nesta quinta-feira (21), o miliciano Orlando de Oliveira Araújo, conhecido como Orlando Curicica, a mais de 35 anos de prisão. O 3º Tribunal do Júri determinou a sentença pelo assassinato de Wagner Raphael de Souza e pela tentativa de homicídio de Célia Cristina de Souza Silva.
A pena completa foi de 35 anos, seis meses e 20 dias de detenção em regine inicialmente fechado. Os crimes ocorreram em junho de 2015, quando Wagner e a mulher, Célia, passavam de carro pela Estrada de Curicica, na Zona Sudoeste do Rio. Os dois foram baleados e ele morreu no local.
De acordo com a denúncia na época, o homicídio qualificado foi cometido por “motivo torpe” em razão da vítima ter alugado um terreno para um circo sem pedir a autorização de Orlando, miliciano conhecido na região. Por esse motivo, os dois discutiram pouco tempo antes da data do homicídio.
Condenação anterior
Nesse julgamento, no entanto, os jurados concluíram que os réus não tiveram relação com a morte de Wagner, restando apenas a condenação de Orlando pela tentativa de homicídio. Já Renato, por causa da absolvição, teve a prisão preventiva e demais medidas cautelares revogadas, sendo determinada a sua soltura.
Saiba mais
Com 17 anotações criminais, o miliciano é acusado de chefiar uma organização criminosa em Jacarepaguá. Tanto ele quanto Renatinho tiveram seus nomes envolvidos como responsáveis pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, no início das investigações, em 2019, o que acabou sendo descartado mais tarde.
Em agosto de 2022, o Orlando também foi julgado e condenado a 25 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. Ele foi apontado como o mandante do assassinato de Carlos Alexandre Pereira Maria, em 8 de abril de 2018, na Taquara.

