Professores do Ciep 303 Ayrton Senna, na Rocinha, denunciam problemas na sua infraestrutura — como goteiras e problemas nas instalações elétrica e hidráulica — que impedem o funcionamento pleno da escola, o andamento das aulas e que, segundo afirmam, podem até colocar a vida de alunos, professores e funcionários em risco. Devido à precariedade, os estudantes estão tendo aulas no pátio do Ciep desde o início de fevereiro, afirma o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ).
O Ciep Ayrton Senna é o único colégio público de ensino médio na comunidade e tem tido problemas desde o início do ano: no dia 20 de janeiro, um curto-circuito na sala de mídia deu origem a um incêndio, que danificou a rede elétrica. Além disso, a falta de modernização na fiação também provoca quedas de energia e risco de outras ocorrências mais graves, como choques.
Resultado do incêndio provocado pelo curto-circuito na sala de mídia no último dia 20 de janeiro
Divulgação/Sepe
Helenita Beserra, professora e coordenadora-geral do sindicato, afirma que, além de reparos, a rede também precisa da ampliação de carga para suportar a climatização. Ou seja, para além do risco de curto-circuito, a desordem das instalações dificulta ainda a instalação e manutenção de sistemas de refrigeração, fazendo com que, consequentemente, o calor seja “excessivo”.
— Não há condições de utilizar equipamentos eletrônicos com segurança. Você tem uma sobrecarga elétrica e isso é muito ruim — afirma a professora, acrescentando: — Salas alagadas e insalubridade prejudicam a qualidade de qualquer trabalho pedagógico. Ter uma escola funcionando com infraestrutura, sem chover dentro a cada chuva forte, sem colocar a vida dos alunos em risco é o ideal. Do jeito que está, ninguém consegue fazer seu trabalho de forma decente.
Reparos paliativos
Duas manifestações públicas já foram organizadas para chamar a atenção do governo. De acordo com o sindicato, as reclamações até que surtiram um efeito — mas mínimo: uma equipe técnica foi até o local e realizou pequenos reparos, porém não de maneira definitiva ou que resolvesse a raiz do problema. Helenita descreve as intervenções como “obra de fachada, que não solucionam de fato as necessidades”.
A coordenadora-geral do sindicato explica que o problema é antigo e o Ciep 303, inclusive, é sempre usado como exemplo quando o tema de infraestrutura surge em audiências e discussões:
— Essa escola vive sendo pautada pelo Sepe em diversas audiências. Já temos várias gestões, e sempre que sentamos para falar em infraestrutura de escola a gente aponta o caso deste Ciep. Na última audiência, o Sepe registrou que o Ciep precisa de manutenção que não seja só disfarçar a situação. Disseram que estariam fazendo a reforma, mas ainda não foi feito. E o que foi feito não é satisfatório. As demandas são muito grandes.
O que diz o Governo do Estado do Rio
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação do Rio (Seeduc) afirmou que “todas as pendências desta unidade foram resolvidas e a rotina escolar foi retomada nesta segunda-feira (09/03)” e que os “conteúdos pedagógicos eventualmente perdidos serão repostos.”
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/economia/servidor-publico/noticia/2026/03/goteiras-e-risco-de-incendio-professores-denunciam-falta-de-infraestrutura-no-ciep-da-rocinha.ghtml
Goteiras e risco de incêndio: Professores denunciam falta de infraestrutura no Ciep da Rocinha

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