O Governo do Estado do Rio de Janeiro trabalha para evitar que milhões de moradores sejam impactados por um reajuste de até 18% nas tarifas de água, enquanto aguarda a decisão da Justiça sobre o impasse entre a Cedae e a concessionária Águas do Rio. O caso, que envolve a validade de um acordo firmado em 2025, pode definir o futuro das contas de cerca de 10 milhões de pessoas já em 2026.
O acordo em disputa
Em outubro de 2025, foi assinado um Termo de Conciliação entre Cedae, Governo do Estado e Águas do Rio. O documento previa um desconto de 24% na venda de água no atacado, mecanismo criado para conter reajustes e aliviar o bolso dos consumidores.
No entanto, a Cedae recuou do acordo, levando o caso ao Judiciário. Se o desconto não for mantido, a tarifa poderá subir entre 15% e 18%.
Governo e reguladores em ação
Enquanto a Justiça analisa o caso, o Governo do Estado busca alternativas para evitar que o reajuste chegue integralmente às contas dos consumidores. Apesar do recuo da Cedae, a Agenersa, agência reguladora de saneamento, homologou o acordo, validando suas premissas, mas deixou claro que não tem como obrigar o desconto na venda da água. A Agenersa estuda outras medidas para preservar o acordo inicial ou criar mecanismos de compensação.
Caso na Justiça
O governo estadual tenta conter uma alta que pode pesar fortemente no bolso da população. A decisão da Justiça será determinante para definir se o desconto acordado em 2025 será mantido ou não.
Entenda o caso
O acordo firmado entre a Cedae, o Governo do Estado e a Águas do Rio em outubro de 2025 surgiu após a concessionária identificar diferenças entre o que estava previsto no edital de licitação de 2021 e a realidade das redes de coleta e tratamento de esgoto. Segundo a empresa, houve um superdimensionamento da infraestrutura apresentado nos estudos da concessão, o que teria gerado custos adicionais não previstos.
Para compensar esse desequilíbrio, foi estabelecido um termo que previa desconto de 24% na venda de água no atacado, mecanismo que buscava reduzir o impacto financeiro da concessionária e, ao mesmo tempo, evitar reajustes elevados nas contas dos consumidores.
