A Polícia Federal retirou as credenciais de atuação de um agente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) que trabalhava no Brasil. A medida, segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, foi adotada com base no princípio diplomático da reciprocidade, após decisão semelhante das autoridades norte-americanas contra um representante brasileiro.
A decisão brasileira ocorreu depois que os Estados Unidos determinaram a saída de o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho que atuava em território norte-americano. Em resposta, o governo brasileiro aplicou procedimento equivalente ao agente estrangeiro em atuação no país.
A retirada das credenciais não significa expulsão imediata do agente, mas impede que ele continue exercendo formalmente funções operacionais vinculadas à cooperação policial internacional no Brasil.
Casos desse tipo costumam ocorrer no âmbito das relações diplomáticas e institucionais entre países, especialmente quando envolvem representações de segurança pública e investigação. O princípio da reciprocidade é frequentemente utilizado como parâmetro nessas situações para equilibrar decisões adotadas por governos estrangeiros.
Até o momento, não houve divulgação de detalhes adicionais sobre eventual substituição do agente ou sobre impactos na cooperação entre as autoridades brasileiras e norte-americanas na área de segurança.


