A vereadora carioca e ativista de direitos humanos Monica Benício é uma das entrevistadas da série “Estopim”, que investiga a origem da violência de gênero e propõe um novo olhar sobre o true crime ao analisar casos emblemáticos, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, companheira de Mônica.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, também participa do programa relembrando o caso. A vereadora foi assassinada a tiros em março de 2028. O motorista que estava com ela, Anderson Pedro Gomes, também foi morto na ação.
A produção estreia no Canal Brasil no Dia Internacional da Mulher. Com cinco episódios, a série será exibida ao longo da semana de lançamento, cada um dedicado a um tipo de crime — político, conjugal, sexual, de ódio e invisibilizado. A direção é de Ana Teixeira, com produção da Escafandra Transmedia.
Em depoimento, Monica Benício reflete sobre o impacto do assassinato de Marielle:
“Era notório que a Marielle era um expoente da política social, especialmente no campo progressista. Era a sociedade dizendo que acreditava que outra política era possível, diferente dessa política escancarada no retrato do poder no Brasil — uma sociedade misógina, patriarcal e racista, que olha para aquele corpo e julga não só as suas características, mas a própria trajetória como se fosse descartável. Isso fica muito claro depois da execução da Marielle.”
Passados oito anos do assassinato da vereadora e Anderson Gomes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia o julgamento dos réus acusados de ordenarem e planejarem o crime ocorrido.
São réus no caso o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão e o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, acusados de serem os mandantes do crime; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, acusado de ter atuado para impedir as investigações do homicídio; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula, acusado de ter monitorado os passos de Marielle; e o ex-policial militar e ex-assessor do TCE Robson Calixto, denunciado sob a acusação de ter fornecido a arma do crime. Todos eles se encontram atualmente presos e se declaram inocentes.

