TJ expede novo mandado de prisão contra Adilsinho por assassinato ligado à ‘máfia do cigarro’ | Rio de Janeiro

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Contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho - divulgação




Contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinhodivulgação

Rio – O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) expediu um novo mandado de prisão preventiva contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido com Adilsinho, apontado como líder da organização criminosa que explora o comércio ilegal de cigarros na Região Metropolitana do estado. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o foragido é o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto a tiros em um posto de combustível em Campo Grande, na Zona Oeste, em outubro de 2022.

As investigações indicam que o crime está relacionado às disputas entre criminosos que comercializam cigarros contrabandeados ou fabricados em território nacional sem autorização do órgão competente. Além de armas de grosso calibre, incluindo fuzis, os assassinos usaram trajes semelhantes a fardas de policiais para enganar a vítima.

Ainda de acordo com a denúncia do MPRJ, a organização criminosa liderada por Adilsinho tem envolvimento no homicídio de Fábio Leite, morto próximo ao Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, ao sair do enterro de Fabrício, que era seu sócio. Além do mandante, os executores José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos, Daniel Figueiredo Maia e Átila Deive Oliveira da Silva também tiveram mandados de prisão preventiva expedidos pelo TJRJ no último dia 27.

Adilsinho também é procurado por outros três crimes cujos processos estão em andamento no TJRJ e na Justiça Federal. Dois estão relacionados a assassinatos, enquanto o outro aponta o réu como chefe da “máfia dos cigarros”.

Quem é Adilsinho?

Dono de uma distribuidora de cigarros e charutos, Adilsinho foi apontado como líder de um grupo que monopolizou a venda de cigarros em diferentes pontos da Região Metropolitana. De acordo com investigações, entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, o bando obteve um lucro de mais de R$ 9 milhões.

Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, o contraventor foi um dos alvos da operação da Polícia Federal contra uma quadrilha especializada no comércio ilegal de cigarros, em março de 2025. A ação terminou com 12 presos, mas o líder não foi localizado.

Em 2024, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Adilsinho por suspeita de ter mandado matar o miliciano Marco Antônio Figueredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e o seu comparsa, Alexsandro José da Silva, o Sandrinho. O crime aconteceu na comunidade da Guarda, na Zona Norte, em 2022.

Segundo a Polícia Civil, o homicídio foi motivado por uma disputa na contravenção. Catiri, que controlava a milícia que atua em comunidades de Del Castilho e Inhaúma, na Zona Norte, estava ligado ao rival de Adilsinho, Bernardo Bello.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/02/7203178-tj-expede-novo-mandado-de-prisao-contra-adilsinho-por-assassinato-ligado-a-mafia-do-cigarro.html

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