Polícia prende criminoso que ‘herdou’ do pai esquema de venda de atestados falsos | Rio de Janeiro

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Adilson foi preso por venda de atestados falsos - Divulgação



Rio – A Polícia Civil prendeu um criminoso que “herdou” do pai um esquema de falsificação e comercialização de atestados. Adílio Campos Chagas atuava na Rocinha, na Zona Sul, e divulgava os serviços através de aplicativos de mensagens. Em sua residência, foram encontrados diversos carimbos com dados falsos de médicos.

A prisão ocorreu no último fim de semana, mas só foi divulgada pela corporação nesta sexta (23). As investigações da 25ª DP (Todos os Santos) tiveram início após uma médica denunciar que seus dados haviam sido usados para a produção de um atestado falso, em 2024. Na época, uma empresa a procurou para confirmar a veracidade do documento. O criminoso já havia sido identificado, mas o pedido de prisão acabou sendo negado.

No final do ano passado, mais uma vez a profissional soube que seus dados estavam sendo usados de forma fraudulenta. Ela fez um novo registro e os agentes chegaram mais uma vez ao mesmo criminoso.

Segundo o delegado da distrital, Hilton Alonso, Adilson ofertava o serviço usando um nome falso.

“Um fato curioso é que a médica foi vítima duas vezes, em 2024 e 2025, nos dois casos eu investiguei e já existem processos.No primeiro a prisão foi negada e dado medidas restritivas e nesse segundo, no final de dezembro, foi dado o mandado de prisão”, disse.

Valores variavam entre R$ 25 e R$ 75

O inquérito apontou que o esquema existia há cinco anos e os interessados no serviço clandestino podiam escolher o motivo e até a quantidade de dias que ficariam afastados do trabalho. Além disso, a fraude contava com receitas e carimbos falsos de hospitais públicos e particulares, e os supostos pacientes nunca passavam por consultas, sendo tudo combinado por meio de aplicativos de mensagens.

Segundo os agentes, o comprador podia escolher até a data de validade do atestado médico. Os preços variavam de acordo com a quantidade de dias. Um dia afastado do serviço custava R$ 25 e, para cinco dias, o valor cobrado era de R$ 75.

Durante as diligências, os agentes chegaram até uma mulher que admitiu ter comprado um atestado falso. As mensagens trocadas por celular no decorrer da negociação mostraram todo o esquema.

Um dos documentos falsificados obtidos pelos policiais era idêntico ao disponibilizado pela prefeitura do Rio e atribuía a consulta a um hospital da Zona Sul da cidade. A investigação não apontou a participação dos hospitais e a falsificação desses papéis timbrados era uma parte da fraude desencadeada por Adilson.

A partir da identificação, ele foi intimado a prestar esclarecimentos e compareceu à 25ªDP, onde confessou todo o esquema ilegal e sua participação nele. Segundo o relato, o pai já vendia atestados falsos e, com sua morte, o homem assumiu a função, a partir de um talão deixado pelo genitor.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/01/7197339-policia-prende-criminoso-que-herdou-do-pai-esquema-de-venda-de-atestados-falsos.html

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