Surtos ocorreram exclusivamente em países do Sudeste Asiático, e os sintomas inicias incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dores musculares), vômitos e garganta inflamada
Em meio ao alerta globa do vírus Nipah, o Ministério da Saúde tranquilizou os brasileiros informando que o vírus não é uma ameça para o Brasil. “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais.”, disse o órgão.
“No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos”, acrescentam, informando que mantém articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).
O vírus Nepah apareceu na Índia, entretanto, não há registro de circulação do vírus fora do Sudeste Asiático, o que vez a Organização Mundial da Saúde classificá-lo como “risco global baixo”. O surto recente registrado na Índia teve dois casos confirmados, ambos entre profissionais de saúde, e nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira.
Histórico
O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e é uma infecção zoonótica transmitida de animais que pode ser transmitida de pessoa para pessoa ou alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os surtos ocorreram exclusivamente em países do Sudeste Asiático, e os sintomas inicias incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dores musculares), vômitos e garganta inflamada. O quadro pode evoluir para tontura, sonolência, confusão mental.
Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver doença respiratória aguda até convulsões e encefalite (inflamação no cérebro), que podem levar ao coma de 24 a 48 horas.
A transmissão do Nipah é zoonótica, associada principalmente a morcegos frutíferos — espécies que não existem no Brasil. A infecção pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados ou, mais raramente, por contato direto entre pessoas ou com superfícies contaminadas.

