Vereador Prof. Felipe Guarany acompanha denúncias de maus-tratos em creche particular de São Gonçalo

Boletim RJ
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O vereador de São Gonçalo Prof. Felipe Guarany acompanhou, nesta terça-feira (19), as denúncias de maus-tratos contra crianças em uma creche particular no bairro Pacheco, em São Gonçalo. O parlamentar esteve na unidade Cantinho do Céu após familiares denunciarem agressões e situações de violência envolvendo alunos de 2 a 5 anos atendidos pela instituição. A Prefeitura de São Gonçalo informou que a creche funcionava sem alvará.

O caso ganhou repercussão após vídeos e relatos de responsáveis apontarem supostas agressões praticadas dentro da creche. Imagens que circulam nas redes sociais mostram funcionárias puxando crianças, utilizando chinelos para bater nos alunos e empurrando menores dentro da unidade. As denúncias provocaram revolta entre pais e moradores da região.

Durante a visita à creche, Prof. Felipe Guarany ouviu familiares das crianças e acompanhou os relatos apresentados pelos responsáveis. Segundo o vereador, o objetivo é garantir acolhimento às famílias e acompanhar o andamento das investigações.

“O nosso compromisso é garantir que essas crianças tenham segurança, cuidado e dignidade. Vamos acompanhar esse caso de perto e buscar todo o suporte necessário para as famílias”, afirmou o vereador.

Prof. Felipe Guarany também informou que pretende auxiliar as famílias na realocação das crianças em outras unidades, para evitar que fiquem desamparadas durante o período de apuração das denúncias.

Segundo relatos de mães, algumas crianças passaram a apresentar mudanças de comportamento, medo de frequentar a creche e sinais físicos suspeitos. Pais afirmam ainda que os filhos retornavam para casa sem os cuidados básicos de higiene e alimentação adequados.

A Polícia Civil investiga o caso. As funcionárias apontadas nas denúncias foram levadas para prestar depoimento e o caso está sendo apurado pela 75ª DP (Rio do Ouro). O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também acompanha as denúncias.

Em nota, a direção da creche informou que afastou as funcionárias citadas e declarou que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades.

Sem alvará
A Prefeitura de São Gonçalo informou que a creche funcionava de forma clandestina, sem alvará para atuar como unidade de educação infantil e sem autorização do Conselho Municipal de Educação.

Segundo o município, o espaço não possuía licenciamento sanitário, educacional nem autorização de posturas. Agentes da fiscalização municipal e da Vigilância Sanitária estiveram no local, que já estava fechado, na segunda (18).

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação do Núcleo São Gonçalo registrou de ofício, no sábado, uma notícia de fato para colher informações. O Conselho Tutelar, a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil também foram acionadas.

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