A Câmara do Rio participou, nesta quarta-feira (18/3), da inauguração do Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande. A unidade tem capacidade para mais de 16 mil atendimentos mensais e reúne especialidades, reabilitação e hemodiálise em um único espaço. O novo equipamento, que ainda conta com o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo, amplia a assistência na região e reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para outras áreas da cidade.
A unidade custou cerca de R$ 61 milhões à Prefeitura, incluindo a aquisição do imóvel. Deste valor investido, R$ 50 milhões foram repassados pela Câmara Municipal, que destinou, ao todo, R$ 100 milhões à Saúde do Município no ano passado, fruto de economia orçamentária da Casa.
“A Câmara conseguiu repassar mais de meio bilhão de reais à Prefeitura nos últimos quatro anos, contribuindo para investimentos importantes em saúde e também em educação. Isso é resultado de uma gestão responsável dos recursos públicos. Esse dinheiro ajuda a tirar projetos do papel e a ampliar o acesso da população a serviços essenciais. A Zona Oeste, uma região muito populosa, aguardava há muito tempo um centro especializado desse porte, e agora esse avanço começa a se tornar realidade”, afirmou o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD).
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, inaugurou a unidade com a aplicação da primeira dose de semaglutida oferecida pelo sistema público. O novo equipamento segue o modelo do Super Centro Carioca de Saúde de Benfica e integra três estruturas no mesmo prédio: o Centro Carioca de Especialidades (CCE), o Centro Carioca de Reabilitação (CCR) e o Centro Carioca de Hemodiálise (CCH). As duas primeiras entram em funcionamento imediato, e a operação plena do conjunto está prevista para o segundo semestre de 2026.
“Essa unidade vem suprir aquilo que mais incomoda a população a partir das clínicas da família que nós fizemos, que são as especialidades. Às vezes você identifica uma doença na clínica, vai buscar uma especialidade e não consegue atendimento adequado. Então aqui é um lugar que vai salvar vidas, cuidar da saúde e provocar uma enorme transformação na vida das pessoas” disse o prefeito.
Entre os serviços disponíveis está o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM), que integra a estratégia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para o enfrentamento da doença, reunindo atividade física, acompanhamento clínico e, nos casos indicados, suporte com medicamentos como a semaglutida, conforme protocolo. A unidade também contará com centros especializados no tratamento da dor, com foco na fibromialgia, e no acompanhamento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA).
“Nós vamos seguir avançando no Super Centro da Zona Oeste. Ainda vamos colocar novos serviços em funcionamento, como o centro de hemodiálise, além de equipamentos de prevenção ao câncer de pele no Super Centro de Bem-Estar e, futuramente, mais uma clínica da família”, afirmou o vice-prefeito Eduardo Cavaliere.
A unidade possui cerca de 7 mil metros quadrados de área construída e capacidade para realizar milhares de consultas e procedimentos por mês. O funcionamento será de segunda a sábado, das 7h às 22h, e, quando estiver em plena operação, contará com aproximadamente 500 profissionais de saúde e apoio.
O novo equipamento fortalece o Sistema Único de Saúde na Zona Oeste, ampliando a capacidade da rede pública e contribuindo para a redução do tempo de espera por procedimentos e especialidades de maior demanda na região. Todos os atendimentos serão agendados pelo SISREG, a partir da Atenção Primária — como clínicas da família e centros municipais de saúde, porta de entrada do sistema público.
Unidades especializadas contarão com serviços inéditos
O Centro Carioca de Especialidades (CCE) oferecerá diversas áreas médicas e abrigará o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM), com previsão de mais de 25 mil atendimentos anuais.
O Centro Carioca de Reabilitação (CCR) atuará nas áreas física, intelectual, auditiva e visual, as três primeiras já na inauguração, e contará com serviços voltados ao tratamento da dor crônica e ao atendimento de pacientes com transtorno do espectro autista, além de assistência multiprofissional.
Já o Centro Carioca de Hemodiálise (CCH) terá 50 cadeiras e capacidade para quase 50 mil procedimentos por ano, com funcionamento em três turnos. A unidade também oferecerá ambulatório pré-dialítico e ampliará a diálise peritoneal, permitindo tratamento domiciliar em casos indicados.
O complexo contará ainda com transporte para pacientes, por meio de van com itinerário por pontos estratégicos de Campo Grande.
Novo programa de combate à obesidade
O CEOM integra a estratégia municipal de enfrentamento à obesidade e oferecerá atendimento multidisciplinar, com acompanhamento clínico, atividade física e, quando indicado, uso de medicamentos como a semaglutida.
Dados da Atenção Primária indicam que cerca de 68% dos adultos acompanhados pela rede apresentam excesso de peso, sendo que 37% têm obesidade, frequentemente associada a complicações como diabetes e hipertensão.
O acesso ocorre via Atenção Primária, após acompanhamento mínimo de seis meses. Nesta fase inicial, serão priorizados pacientes com IMC elevado, diabetes ou alto risco cardiovascular.
“A pessoa precisa ter registro na clínica da família, no prontuário eletrônico, índice de massa corporal acima de 40, participar do programa Academia Carioca presencialmente ou virtualmente, ter diabetes ou outras comorbidades. Esses são os pacientes priorizados nesse início, que têm o maior risco de adoecer gravemente, morrer sem internação. Posteriormente vamos expandir para outros pacientes também”, disse o secretário de Saúde, Daniel Soranz.
Durante o evento, foi firmado acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Novo Nordisk para ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer políticas públicas na área.


