Profissionais da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro realizaram, no fim da manhã desta quarta-feira (18), uma paralisação de 24h, acompanhada de um protesto no Palácio Guanabara — sede do governo estadual — no qual pediram a recomposição salarial prometida — não cumprida —, além de um reajuste que compense perdas recentes.
Os servidores afirmam que estão sem reajuste geral desde 2023 — quando foi concedido um aumento de 5,35% —, e que acumulam perdas salariais nos últimos anos.
Parcelas atrasadas
O não pagamento das últimas parcelas do acordo de recomposição salarial — firmado em 2021 pelo governador Cláudio Castro (PL) com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) — foi a principal pauta de reivindicação. O acordo previa reposição de 26,5% referente às perdas inflacionárias entre 2017 e 2021, dividida em três parcelas.
A primeira, de 13,5%, foi quitada em janeiro de 2022. As duas restantes, que deveriam ter sido pagas em fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, ainda seguem em aberto e sem previsão de pagamento.
Além disso, os servidores afirmam que estão sem reajuste geral desde 2023. quando foi concedido um aumento de 5,35%, e acumulam perdas salariais nos últimos anos.
Os manifestantes também cobram outras pautas como: reajuste salarial para compensar a inflação dos últimos três anos; implementação do piso nacional do magistério e criação de piso para os funcionários administrativos da educação.
Castro afirma que não dará reajuste aos servidores estaduais
No início de março, durante um evento na Região dos Lagos, o governador Cláudio Castro afirmou que não dará reajuste aos servidores estaduais: “não cedi até agora e não vou ceder”, disse à época.
Ainda no evento de março, o governador destacou o enfrentamento do estado ao déficit estimado em cerca de R$ 19 bilhões. Segundo ele, R$ 14 bilhões desse déficit estão ligados diretamente à renegociação da dívida com a União, enquanto os outros R$ 5 bilhões são referentes à frustração na arrecadação de royalties do petróleo.
“Hoje a gente tem que fazer uma escolha. Ou trabalha com responsabilidade fiscal ou não paga salário. A gente precisa atender 16 milhões de pessoas e manter o estado funcionando […] quando o estado permitia, nós demos recomposição. Hoje não dá. E eu não vou quebrar o estado por causa disso”, disse o governador à época, afirmando ainda que, no cenário atual, conceder o reajuste representaria risco às contas públicas.

