Durante a assinatura de um convênio realizada na última terça-feira (17), no galpão tecnológico de Inoã, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou um investimento de R$ 32 milhões voltado ao desenvolvimento do setor aeronáutico no município. A expectativa, segundo ele, é impulsionar a geração de empregos e posicionar a cidade como um polo de tecnologia e inovação.
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“Nós estamos investindo aqui trinta e dois milhões de reais pra imediatamente gerar sessenta empregos de engenheiros na nossa cidade. Daqui a três anos, três e meio, quatro anos, quando esse avião tiver com o protótipo pronto, voando aqui no aeroporto de Maricá, serão três mil empregos diretos e mais três mil empregos indiretos, gerando desenvolvimento pra cidade”, afirmou o prefeito.
O projeto está ligado à Desaer, empresa do setor aeronáutico que, segundo Quaquá, tem origem ligada à Embraer. A proposta inclui não apenas o desenvolvimento de aeronaves, mas também a qualificação de mão de obra local. “Nós vamos abrir agora um curso de pilotos e de mecânicos de avião. Nós investimos em educação, em ciência e tecnologia, em industrialização da cidade. Isso aqui é Desaer”, completou.
Durante o discurso, o prefeito também fez críticas à gestão anterior, sem citar diretamente o ex-prefeito Fabiano Horta. Quaquá voltou a mencionar o antigo Programa de Proteção ao Trabalhador (PPT), criado na gestão passada com o objetivo de apoiar microempreendedores individuais (MEIs), mas que foi alvo de questionamentos por falta de fiscalização.
“Há um ano e quatro meses atrás, Maricá jogava pela janela cento e cinquenta milhões de reais todo ano. Sabe o Silvio Santos. Quem quer dinheiro? Jogava fora pela janela, no tal do PPT”, disse. Em outro trecho, relatou um episódio envolvendo um vereador de outro município: “Um vereador amigo meu da Baixada de Belford Roxo, um dia falou: ‘Quaquá, tem uma amiga minha que ganha uma paradinha lá em Maricá e vocês cortaram. Dá pra voltar, não?’ Qual era paradinha que eu cortei? Era setecentas prata pro cara que lá em Belford Roxo ou em Magé, abria um MEI e recebia setecentos reais sem ter que comprovar nada” Declarou.
Ainda segundo o prefeito, os recursos anteriormente destinados ao programa passaram a ser direcionados para iniciativas estruturantes. “E isso somado, dava por ano, cento e cinquenta milhões de reais. Não se pode desperdiçar dinheiro. Dinheiro tem que ser canalizado pro desenvolvimento, pra qualificação, pro treinamento do nosso povo, pra que possa trabalhar em grandes empresas, trazendo tecnologia e desenvolvimento a Maricá.”
A Prefeitura aposta que o novo investimento na área aeronáutica poderá representar uma mudança no perfil econômico da cidade, com foco em inovação, geração de empregos qualificados e atração de empresas de base tecnológica.

