Preso por estupro coletivo em Copacabana, filho de ex-subsecretário estadual é indiciado por outro caso durante festa em 2025

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O candidato Victor Antoun, nome do Partido Missão para deputado federal no Rio, provocou grande repercussão nas redes sociais ao fazer duras críticas a Laje do Muriaé, uma das menores cidades do Noroeste Fluminense. Em declaração pública, ele classificou o município como “o mais m*rda do estado”, e defendeu o fim de sua autonomia.

No vídeo divulgado em sua conta no Instagram, Vitor Antoun se referiu repetidamente ao local como uma “cidadezinha” e defendeu que municípios que não possuam condições de se sustentar financeiramente deveriam deixar de existir.

“Tu já parou pra pensar qual é o município mais m*rda do estado do Rio? “A cidadezinha se chama Laje do Muriaé”, disse o candidato.

Proposta prevê fundir municípios que ‘recebem mais recursos do que repassam’

No vídeo, o político e advogado carioca também afirma que 67% da população de Laje do Muriaé seria formada por “miseráveis”, e que a economia local dependeria basicamente da prefeitura, citando ainda a baixa geração de empregos e que “zero por cento da cidade tem cobertura de esgoto”.

O jurista — que afirma ser o “candidato do presidente Renan Santos — que vai disputar o posto de Presidente da República nas eleições de 2026 — no Rio —, também afirma que tentou descobrir quanto recebe o prefeito, mas não conseguiu porque o Portal da Transparência estava fora do ar.

Oficialmente, o município integra o Noroeste Fluminense e tinha população estimada em 7.584 habitantes até o ano passado. O PIB per capita registrado pelo IBGE foi de R$ 28.435,51 em 2023. Em 2024, a prefeitura contabilizou R$ 97,4 milhões em receitas brutas.

Dados usados no vídeo levantam dúvidas

Algumas das informações apresentadas por Victor Antoun, no entanto, precisam ser contextualizadas.

A afirmação de que “zero por cento da cidade tem cobertura de esgoto” parece misturar dois indicadores diferentes. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico referentes a 2024, compilados pelo Instituto Água e Saneamento, apontam uma situação grave: o índice de tratamento do esgoto é zero. Isso não significa, entretanto, que não exista cobertura ou coleta.

A mesma base registra atendimento pelo serviço de esgotamento sanitário, mas aponta que o principal problema está no tratamento do material coletado.

Outro ponto é o Portal da Transparência. Apesar de o candidato afirmar no vídeo que o sistema “está fora do ar”, o portal da Prefeitura de Laje do Muriaé estava acessível em consulta neste sábado (08), com páginas de despesas, receitas, licitações, pessoal e outros documentos. Há registros no próprio sistema indicando atualizações em julho de 2026.

Já a declaração de que 67% dos moradores seriam “miseráveis” é feita sem nenhum tipo de indicação, no vídeo, sobre a fonte, ano ou critério utilizado para chegar ao percentual.

‘Vai deixar de existir’

Depois de apresentar as informações, o candidato revela a proposta que pretende defender. Segundo ele, “não faz o menor sentido continuar bancando uma cidadezinha como essa”.

“Se o teu município recebe mais do que ele repassa, ele vai deixar de existir”, afirmou, explicando que a cidade seria “fundida ao município rentável mais próximo”.

A medida, porém, não poderia ser executada simplesmente por decisão de um deputado federal. A Constituição estabelece que incorporação ou fusão de municípios depende de uma série de procedimentos, incluindo lei estadual, estudos de viabilidade e consulta prévia, por plebiscito, às populações dos municípios envolvidos.

‘Agora faça esse vídeo chegar em Laje do Muriaé’

O candidato termina o vídeo com um pedido aos seguidores: “Agora faça esse vídeo chegar em Laje do Muriaé”.

A estratégia coloca o pequeno município do Noroeste Fluminense no centro de uma provocação eleitoral incomum: ao invés de prometer levar recursos ou investimentos para a cidade, o candidato defende que ela simplesmente deixe de existir.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/preso-estupro-coletivo-indiciado-outro-caso/

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