Preço do aluguel dispara no Rio, com queda de mais de 30% na oferta, devido à elevação dos juros e avanço das locações por temporada

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Encontrar um imóvel para alugar no Rio têm exigido cada vez mais paciência — e dinheiro. A realidade em diversas regiões da cidade é a mesma: menos opções disponíveis, preços mais altos e uma concorrência maior pelos imóveis. Segundo dados do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), a oferta de imóveis para locação tradicional caiu 31,8% entre 2023 e 2026.

A explicação pode estar na combinação entre a redução da oferta de moradias para locação tradicional, o crescimento das locações por temporada e os juros elevados, que dificultam a compra da casa própria e impulsionam o mercado de aluguel em praticamente toda a cidade. 

De acordo com o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, menos imóveis disponíveis significam maior disputa pelos contratos, pressionando os preços para novos inquilinos. Já nos contratos em vigor, os reajustes seguem os índices previstos na assinatura.

Bairros com aluguéis mais caros do Rio

Dados do Data Secovi mostram que o Leblon continua sendo o bairro com o metro quadrado de aluguel mais caro da cidade: R$ 129,10.

  • Leblon: R$ 129,10
  • Ipanema: R$ 124,97
  • Lagoa: R$ 89,64
  • Jardim Botânico: R$ 82,20
  • Barra da Tijuca: R$ 82,06
  • Gávea: R$ 79,60
  • Copacabana: R$ 77,04
  • Botafogo: R$ 76,36
  • Flamengo: R$ 62,79
  • Centro: R$ 58,15.

Entre os dez bairros com maior valor de aluguel, oito ficam na Zona Sul. Mas a pressão não está restrita à região. Corretores e representantes do mercado afirmam que bairros da Zona Norte e da Zona Oeste, como Tijuca, Méier, Vila Isabel, Taquara e Santa Cruz, também registram forte valorização.

Quando a comparação é feita pelo percentual de aumento dos aluguéis nos últimos 12 meses, o Centro lidera, com valorização de 34,9%.

Turismo fortalece mercado de aluguel por temporada

A expansão do turismo no Rio também ajudou a impulsionar o mercado de aluguel por temporada. De acordo com a prefeitura, 10,5 milhões de turistas brasileiros e 2,1 milhões de estrangeiros visitaram a cidade em 2025.

Juros altos adiam compra da casa própria

De acordo com especialistas, a taxa básica de juros também exerce forte influência sobre o mercado. Com financiamentos mais caros, a compra do imóvel acaba ficando para depois.

Enquanto os aluguéis registram fortes altas, os preços de venda dos imóveis prontos cresceram em ritmo bem mais lento. Nos últimos 12 meses, apenas cinco bairros tiveram valorização acima da inflação medida pelo IPCA: Centro, Laranjeiras, Copacabana, Flamengo e Leblon.

Aluguel sobe mais de três vezes o ritmo da venda

Levantamento do índice FipeZAP mostra que, no acumulado dos últimos três anos, os aluguéis cresceram 38,09%, enquanto os preços de venda dos imóveis avançaram apenas 11,34%.

Além dos fatores econômicos, especialistas apontam mudanças no comportamento dos brasileiros.

Segundo dados do IBGE, a parcela de brasileiros que vive em imóveis alugados passou de 18,4% em 2016 para 23,8% em 2025. No Rio, entidades do setor estimam que essa participação já esteja próxima de 28%.

Para o mercado imobiliário, a tendência é que a pressão sobre os preços continue enquanto a oferta de imóveis para locação tradicional permanecer reduzida e os juros seguirem elevados.

Com informações do “RJ2”.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/preco-aluguel-rio-dispara/

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