Draco realizou operação contra milícia de CatiriÉrica Martin / Agência O Dia
Rio – A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (24), uma operação para combater milicianos que atuam na região de Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial. Um dos alvos foi preso enquanto estava escondido em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea do estado.
As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) indicaram que a dupla ocupava posição estratégica de liderança na estrutura da facção. Além disso, exerciam a função de “puxadores de guerra”, sendo responsáveis por comandar confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, assim como garantir a manutenção do domínio territorial da organização.
O homem preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da milícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para disputas contra outras organizações criminosas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo ainda mantém uma aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP) para fortalecer nos confrontos contra o Comando Vermelho (CV).
Outro investigado por essas ações já havia sido preso em abril, no bairro de Fonseca, em Niterói, com uma arma e uma granada. Ele estava participando de um ataque em parceria com traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré, contra bandidos rivais.
A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de milicianos, Os agentes apreenderam celulares, dinheiro, uma pistola e um carro.
Com os dados obtidos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização criminosa. Os diálogos mostravam cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e bandidos armados.
Intensos confrontos
“Damos um duro danado para conseguir o pão de cada dia, e vem uma situação dessa e acaba com nossa paz, é muito difícil”, disse uma moradora. “Acordei com estalos secos ecoando, demorei para perceber que eram tiros no Rio das Pedras. Como que dorme agora? Trabalhador não tem um dia de paz”, acrescentou outro.

