A Polícia Civil do Rio de Janeiro participa, nesta segunda-feira (16/6), de uma operação interestadual contra integrantes de uma facção criminosa apontada como responsável por impor um regime de violência e controle territorial em comunidades de Salvador, na Bahia.
Batizada de Operação Gênesis, a ação tem como foco o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos ligados ao grupo criminoso conhecido como “Tropa do Cote” ou “Tropa do CF”. As diligências ocorrem simultaneamente no Rio de Janeiro, na Bahia e em Santa Catarina.
No território fluminense, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) cumprem mandados em endereços localizados nos municípios de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Macaé, no Norte do estado.
Segundo as investigações, a organização criminosa consolidou um sistema paralelo de poder em comunidades da capital baiana. O grupo é acusado de utilizar armamento de grosso calibre para intimidar moradores, dificultar a atuação das forças de segurança e promover ataques contra facções rivais durante disputas por territórios.
Os investigadores também atribuem à facção envolvimento em diversos homicídios relacionados à expansão e manutenção de áreas dominadas pelo grupo.
A Operação Gênesis é resultado de um desdobramento da Operação Saigon, que já havia atingido integrantes considerados estratégicos da organização. Apesar das ações anteriores, as apurações revelaram que a facção passou por um processo de reorganização interna para manter suas atividades criminosas.
De acordo com a polícia, o principal líder do grupo continuou exercendo influência sobre a estrutura criminosa, enquanto um homem de confiança assumiu a coordenação operacional das ações ilícitas.
As investigações ainda identificaram uma rede de operadores e foragidos espalhados por diferentes estados do país. Segundo os policiais, esse núcleo era responsável por garantir a continuidade dos negócios da facção, mesmo após as operações policiais realizadas nos últimos anos.
A Polícia Civil destaca que o compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança do Rio de Janeiro, da Bahia e de Santa Catarina foi fundamental para localizar integrantes da organização fora do estado de origem e enfraquecer a estrutura de apoio utilizada pelo grupo.

