Gláucio Marcelo Fonseca da Silva publicou uma homenagem para o irmão HéberReprodução / Redes sociais
Há duas semanas, em 28 de setembro, Gláucio publicou uma homenagem ao irmão nas redes sociais. No texto, o subtenente relatou a saudade que sentia de Héber e afirmou que ainda tentava lidar com a perda. A mensagem foi publicada quase 11 meses após a morte do sargento, ocorrida durante a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro de 2025.
“Onze meses, nada faz sentido ainda. Todos os dias eu sinto sua falta e hoje você iria vibrar com a operação no Complexo da Maré. Você também faz falta no teatro de operações, você fazia a diferença, mas é do meu irmão que eu sinto mais falta, do seu sorriso, das resenhas e de tudo que tínhamos em comum”, escreveu Gláucio.
Na publicação, o policial também afirmou que continuaria lembrando do irmão pelo resto da vida. “Não há um dia sequer que eu não sinta sua falta. Como é difícil sem você aqui, eu sempre vou amar e lembrar de você até o meu último suspiro. Até breve, irmão”, concluiu.
Gláucio tinha 26 anos de serviço na Polícia Militar, a maior parte deles no Bope, e deixou três filhos. Em seu perfil nas redes sociais, costumava compartilhar registros de atividades profissionais com a unidade de operações especiais. A última publicação havia sido feita na sexta-feira (9), dois dias antes de sua morte, com a legenda: “Bora que o crime não para”.
Gláucio e outros cinco policiais foram atingidos pelos disparos. Entre os feridos, quatro eram integrantes do Bope e um pertencia ao 18º BPM. Todos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Segundo a direção da unidade de saúde, seis policiais militares deram entrada no hospital na manhã de domingo. Dois precisaram passar por cirurgia e estavam estáveis após os procedimentos, enquanto outros três receberam alta depois de serem avaliados. Gláucio, por sua vez, já chegou à unidade sem vida.
As circunstâncias do tiroteio são investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM). A apuração busca esclarecer a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias em que os agentes abriram fogo.
