O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, por suposta prática de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O procedimento investigatório criminal foi instaurado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, em 17 de julho.
Uma denúncia recebida pelo órgão apontou suspeitas de conflito de interesses e enriquecimento ilícito envolvendo o atual presidente da Alerj.
O documento narra um crescimento patrimonial e financeiro abrupto das empresas Saur Construção, Terraplanagem e Locação LTDA e DM Invest Consultoria e Participações LTDA, que coincidiria com a ascensão política do deputado estadual e o mandato de seu pai à frente da prefeitura de São Gonçalo.
Segundo parecer interno do MPRJ, diligências preliminares confirmaram o vínculo societário de Ruas com as duas empresas: uma construtora e uma administradora financeira.
A apuração inicial identificou que a Saur adquiriu três imóveis, dois localizados em Duque de Caxias e um em São Gonçalo, totalizando um montante de R$ 7,4 milhões nas operações. Também foi constatado que as movimentações referentes a escrituras de compra e venda envolvendo a empresa, entre 31 de janeiro de 2023 e 27 de maio de 2025, somam R$ 12,23 milhões.
O documento destaca que do montante apurado, R4 9,8 milhões têm relação com negócios firmados com a EBL Participações e Empreendimentos LTDA.
Em junho, o MP do Rio pediu à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) registros de possíveis pagamentos do governo do Rio de Janeiro à Saur e à DM Invest, conforme mostrou a repórter Bruna Lima. No mês seguinte, a PGE respondeu que não achou qualquer pagamento às empresas.
A investigação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Rio, onde tramita sob relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira.
Douglas Ruas ainda não se manifestou.
