O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se manifestou pela condenação do empresário e influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter desviado produtos químicos para a produção de toneladas de drogas para o narcotráfico. O pedido de condenação ocorreu na última semana, no dia 21.
Renato Cariani, de 50 anos, tornou-se réu por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro por decisão da juíza Maria da Conceição Pinto Vendeiro, da 3ª Vara Criminal de Diadema (SP). Caso condenado, a pena de Cariani pode variar entre 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal (PF), apontou que em seis anos foram desviadas em torno de 12 toneladas de acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol, substâncias usadas por criminosos para transformar a pasta base de cocaína em pó e em pedras de crack.
Segundo a PF, o principal alvo no caso é a empresa Anidrol, uma indústria química que fica em Diadema, na Grande São Paulo, e tem como sócio o influenciador fitness. “As investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos em São Paulo, usando “laranjas” para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais, vítimas que figuraram como compradoras”, informou a PF na época da Operação Hinsberg.
Ao receber a denúncia, a magistrada de Diadema disse ver “indícios de autoria e prova da existência dos crimes”. A juíza rechaçou alegações das defesas de que as provas compartilhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam sido ilícitas.
Os advogados de Cariani terão, agora, o prazo de 30 dias para apresentarem nova defesa.
A defesa de Cariani disse que recebeu com “naturalidade” o pedido da condenção pelo Ministério Público já que o órgão manteve a tese defendida desde o início do processo. Ainda segundo a nota, os advogados irão demonstrar que os argumentos “apresentadas pelo MP são improcedentes” e confiam no Poder Judiciário para a absolvição do empresário.
*Estagiário sob supervisão de Luã Marinatto
