Morte após Maratona de Niterói acende alerta sobre segurança nas corridas de rua

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A morte do empresário Jair Vieira Junior, de 53 anos, após participar da Maratona de Niterói, no dia 27 de setembro, levantou questionamentos sobre a segurança das corridas de rua. Conhecido como Juninho, ele completou os 42 quilômetros da prova, recebeu a medalha e passou mal logo depois. O empresário foi levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu.

Foto: Reprodução

O caso levou a Federação Estadual de Atletismo do Rio de Janeiro a defender regras mais rígidas para as provas, principalmente as de longa distância. Treinadores ouvidos pela reportagem também defendem que corridas com mais de 15 quilômetros possam exigir índices dos participantes, como forma de avaliar se o corredor está preparado.

O presidente da federação, Robson Maia, afirma que é necessário melhorar os protocolos de atendimento médico e aumentar a fiscalização sobre a estrutura oferecida pelos organizadores. Segundo ele, cerca de 80% das corridas realizadas na capital não solicitam o chamado permit da federação ou da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O percentual, segundo Maia, não é oficial.

O permit é uma certificação que verifica itens como medição do percurso, pontos de hidratação, ambulâncias, equipes médicas e paramédicas e banheiros. No caso da Maratona de Niterói, a federação informou que a prova tinha o documento e que ainda aguarda o relatório sobre a organização do evento para avaliar se houve alguma falha.

A empresa responsável pela maratona afirmou que cumpriu todas as exigências legais. Segundo a organização, a prova contou com oito ambulâncias, equipes médicas, autorização do Corpo de Bombeiros, seguro contra acidentes e o permit. A empresa também afirmou que Jair recebeu atendimento imediato e que prestou apoio à família.

A discussão também envolve a responsabilidade dos próprios corredores. Profissionais de educação física alertam que provas longas exigem preparação, acompanhamento profissional e avaliação das condições de saúde. A recomendação é que os participantes conheçam seus limites e não disputem distâncias para as quais não estejam preparados.

A Prefeitura do Rio informou que exige estrutura médica e documentação para liberar corridas de rua. Em 2025, a cidade recebeu 195 provas e a previsão é chegar a 239 em 2026. A Federação de Atletismo, porém, afirma que não tem poder para impedir a realização de uma corrida sem o permit e defende mudanças nas regras para ampliar a participação das entidades esportivas na fiscalização e na segurança dos eventos



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/morte-apos-maratona-de-niteroi-acende-alerta-sobre-seguranca-nas-corridas-de-rua/

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