“Já passei por coisas mais difíceis do que isso antes”, diz Chesley Sullenberger III, mais conhecido como Sully, herói do “Milagre do Rio Hudson”, que foi interpretado por Tom Hanks no sucesso de bilheteria “Sully” (2016).
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Em sua primeira entrevista desde agosto de 2025, dada ao Good Morning America, Sullenberger, que pousou o Airbus A320 no rio Hudson, em Nova York, contou mais sobre o diagnóstico e como tem enfrentado a doença.
“Você precisa elaborar um plano, executá-lo impecavelmente pela primeira vez, sem nunca ter feito isso antes, e salvar todas as vidas em 208 segundos”, explica ele, sobre o caso que o deixou famoso: “Se ao menos uma pessoa não tivesse sobrevivido, eu teria considerado um fracasso trágico. Eu teria me sentido profundamente assim pelo resto da minha vida”.
“Então, acho que estamos fazendo a mesma coisa aqui”, afirma. Ele diz estar focado, primeiramente, nos itens de maior prioridade primeiro e ignorando “tudo o que não temos tempo de fazer”.
‘Um dia depois do outro’
No dia 15 de janeiro de 2009, Sullenberger entrou para a história da aviação após pousar o Voo 1549 da US Airways no rio Hudson, após a aeronave ser atingida por pássaros, desativando ambos os motores. Todos a bordo sobreviveram.
Em evento no Museu da Aviação Sullenberger — criado em sua homenagem
Instagram/@captsully
Agora, 15 anos depois, ele enfrenta um novo desafio: um diagnóstico de Parkinson: “Inicialmente, como muitas famílias, não íamos contar”, explica sua esposa, Lorrie.
“E um dia eu disse para o Sully: ‘Isso é uma doença, não uma falha de caráter. Acho que precisamos falar sobre isso mais abertamente, e talvez outras pessoas possam fazer o mesmo”.
Durante a conversa com a jornalista Robin Roberts, Sullenberger deu mais detalhes sobre os seus primeiros sintomas: “Uma das primeiras coisas que notei foi que estava cada vez mais difícil lembrar o nome das pessoas, até mesmo de pessoas que conhecíamos”, disse
“Isso ainda é um problema. Simplesmente esqueço coisas que normalmente não esqueceria. Ou me repito, sem perceber que acabei de dizer aquilo uma hora atrás”, adiciona o ex-piloto
Atualmente, Sullenberger recebe um tratamento de infusão uma vez por mês, com o objetivo de desacelerar a progressão da doença.
Sobre o futuro de Lorrie como cuidadora de Sullenberger, a esposa do herói condecorado afirma: “Meu plano agora é simplesmente viver um dia de cada vez. Não faço ideia do que está por vir”.
Tempo com a família
Atualmente, o foco do casal é passar o máximo de tempo com as filhas, Katie e Kelly, e netos. Por acaso, Kelly participou da entrevista, focando nas incertezas que a doença de seu pai traz para o futuro e as dificuldades que a família tem enfrentado.
“Estar juntos e passar tempo juntos tem sido a prioridade”, disse Kelly. “Nossa família gosta de estar preparada e ter planos definidos. Está no nosso sangue, e é algo que você realmente não pode planejar.”
‘Último voo’
Sullenberger tem o objetivo de transformar o seu diagnóstico em uma oportunidade de ajudar os outros: “Senti que, após o voo de 2009, Jeff Skiles, eu e outros tínhamos feito a diferença”, disse ele. “E acho que, nesse aspecto, com essa questão, talvez possamos fazer a diferença também.”
Perguntando sobre o futuro, o futuro Hall da Fama da Aviação voltou à sua época de piloto: “Este é o meu último voo”, disse ele. “Mas se este tiver que ser o meu último voo, vou acelerar até o limite”.
Com informações da fonte
https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/09/heroi-do-milagre-do-rio-hudson-sully-revela-os-primeiros-sinais-de-alzheimer-e-como-esta-enfrentando-a-condicao.ghtml
Herói do 'Milagre do Rio Hudson', Sully revela os primeiros sinais de Alzheimer e como está enfrentando a condição
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