Importantes dinastias políticas fluminenses elegeram seus representantes no Rio nestas eleições de 2026. O herdeiro com mais destaque é o filho do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), o ex-prefeito de Campos Wladimir Garotinho (PL). Ele foi eleito deputado federal com expressivos 81.787 votos.
Embora seja um exemplo de sobrenome famoso, Wladimir já tem uma trajetória própria na política. Ele já foi deputado federal, mas renunciou ao mandato em 2021 para concorrer à Prefeitura de sua cidade natal. Depois de reeleito no Norte Fluminense, mais uma vez resolveu trocar de cargo e deixou o comando do município com o vice-prefeito, Frederico Paes (MDB), para voltar a Brasília.
O ex-prefeito é um conhecido representante das dinastias políticas, mas não é o único. Outro eleito, desta vez para deputado estadual, com 70.552 votos, foi Nelsinho Ruas (PL), filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e irmão do candidato do Partido Liberal ao governo do estado, Douglas Ruas, que avançou ao segundo turno como o mais votado, à frente de Eduardo Paes (PSD).
Márcio Rezende (PSD) também mostrou a força do interior. Irmão do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, foi eleito deputado federal com 75.148 votos. Diego Quaquá (PT), filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e da deputada estadual Rosângela Zeidan, recebeu mais de 68 mil votos.
Felipe Pampolha (PP), eleito deputado estadual, recebeu mais de 61 mil votos. Ele é primo de Thiago Pampolha, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, depois de ter sido parlamentar por três mandatos e vice-governador do Rio no governo Cláudio Castro.
Dinastias antigas também estão entre os destaques
Rafael Picciani (União), filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (1955–2021), também vai ocupar uma cadeira no Legislativo estadual. Ele recebeu 44.333 votos.
Jorge Felippe Neto (PL) foi reeleito deputado estadual. Ele é filho da ex-vereadora Vanessa Felippe, neto do vereador Jorge Felippe e enteado do ex-deputado Rodrigo Bethlem.
Rogéria Bolsonaro (PL), candidata a deputada federal, ficou na suplência. Ela é mãe de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quem também ficou de fora foi Daniela do Waguinho (Republicanos), que não conseguiu se reeleger. Ela é casada com o ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho.
O ex-deputado Léo Picciani (PV) não teve a mesma sorte do irmão e acabou na suplência da Câmara dos Deputados. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também não conseguiu se eleger deputado estadual.
*Com informações do Tempo Real
