Entenda o que é a ‘Olimpíada Gay’, que vai acontecer na Espanha; inscrições estão abertas

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Daqui a pouco mais de um mês vai começar, na Espanha, a 12ª edição da chamada “Olimpíada Gay”, evento que busca valorizar e celebrar a comunidade LGBTQI+ ao longo de dez dias. Nela, participantes competem em provas pela chance de ganhar medalhas em cada categoria.
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O itinerário é bem parecido ao dos Jogos Olímpicos: cerimônia de abertura, vila dos atletas… Só que os Gay Games, como são chamados — e que também acontecem de 4 em 4 anos —, contam também com uma maratona chamada de Corrida Memorial Internacional do Arco-Íris, além de um momento em “memória daqueles que perdemos ao longo dos anos” para “celebrar sua contribuição para o esporte e a cultura LGBTQI+, bem como seu impacto em nossas vidas”.
Os Gay Games contam com 38 esportes diferentes tradicionais, como corrida, natação e esgrima, além de outros como padel, boliche e xadrez. Entre os eventos estão ainda competições de E-sports, dança esportiva e colpbol, inventado em 1997 por um professor de educação física de Valência.
Os valores para participar de cada esporte variam entre US$ 30 (no caso do softball) e US$ 330 (na vela) — equivalente a R$ 150 e R$ 1.700, respectivamente.
O melhor? Qualquer um pode participar: “Independentemente do seu nível de habilidade esportiva. Há espaço nos Gay Games tanto para atletas de elite quanto para iniciantes”, diz o site do evento. Basta se inscrever e pagar para participar da prova que deseja competir.
E não precisa ser LGBTQI+: “O evento foi concebido para dar destaque à experiência de pessoas LGBTQI+ no esporte e na cultura, mas todos são bem-vindos a participar”.
Além dos esportes, a semana do evento conta com programações culturais, como corais e shows de música instrumental, cheerleader, teatro, filmes, exposições de artes plásticas, poesia e literatura.
Gay Games acontecem desde 1982
A primeira edição dos Gay Games aconteceu em 1982, em São Francisco, nos Estados Unidos, promovida por Tom Waddler, médico e decatleta olímpico — ele participou da edição de 1968 dos Jogos Olímpicos tradicionais. Na ocasião, foram 1.300 competidores de 12 países, tendo como atração da cerimônia de abertura a cantora Tina Turner.
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Desde então, os Gay Games acontecem a cada quatro anos, assim como as Olimpíadas. Além dos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália, Alemanha e França já sediaram o evento.
Em 2023 — com um ano de atraso —, pela primeira vez, o evento foi sediado em dois continentes: na Ásia, em Hong Kong, e na América do Norte, em Guadalajara, no México.
De acordo com o site da competição, o evento existe para ter um ambiente diferente do dos Jogos Olímpicos tradicionais: “O esporte convencional é um ambiente difícil para pessoas LGBTQI+ competirem. Seja por pessoas trans serem banidas de competir, por terem que esconder sua sexualidade para se sentirem aceitas por seus colegas de equipe, ou por jogadores serem assediados por torcedores, o que os força a ter um desempenho abaixo do esperado”.
O site diz ainda: “Nosso objetivo é oferecer um espaço seguro para que todos os membros da comunidade LGBTQI+ possam participar de esportes. Acreditamos que este seja um modelo de como todos os esportes deveriam ser praticados, onde gênero e sexualidade não tenham impacto na capacidade de cada um de jogar”.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/mundo/noticia/2026/06/entenda-o-que-e-a-olimpiada-gay-que-vai-acontecer-na-espanha-inscricoes-estao-abertas.ghtml

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