O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) reclamou, na manhã desta quinta-feira (24), da demora do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para analisar os embargos de declaração apresentados pela defesa contra a decisão que inviabilizou sua candidatura ao Palácio Guanabara.
“Eu quero só ser julgado”, pressionou Garotinho, ao cobrar que a Corte analise o recurso apresentado por sua defesa. “Está claro que o Tribunal não está agindo com transparência e legalidade”, acrescentou.
Garotinho convocou uma coletiva de imprensa, em “caráter de urgência”, para falar sobre o caso. A entrevista foi transmitida em uma live na rede social do candidato.
Durante a transmissão, um dos advogados afirmou que há uma previsão do TRE-RJ de que o caso seja julgado no próximo dia 29. Diante da informação, Garotinho disse que não pretende tomar nenhuma medida judicial até que o recurso seja analisado.
A defesa de Garotinho apresentou os embargos de declaração em 14 de setembro. Segundo o candidato, a legislação determina que o recurso seja analisado na sessão seguinte do TRE-RJ, o que, de acordo com ele, ainda não ocorreu.
Garotinho afirmou que não vai desistir da candidatura: “Eu não tirarei a minha candidatura em hipótese alguma, a menos que esse processo suba e o TSE diga que estou inelegível.”
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra Garotinho com 8% das intenções de voto, atrás de Eduardo Paes, do PSD, (36%) e Douglas Ruas, do PL (23%).
Em 11 de setembro, o TRE-RJ indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio. A decisão ainda pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Tribunal considerou que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos por 8 anos, em razão de uma condenação definitiva por improbidade administrativa em um processo que apurou o desvio de verbas da Saúde. Na época, Garotinho era secretário de Governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho.
A defesa de Anthony Garotinho contestou a decisão da Justiça do Rio e disse que “persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica”.
