Marlon Junior do Rozário Augusto foi preso por suspeita de roubo de cargaDivulgação PCRJ
As investigações apontam que os veículos apresentavam falhas elétricas logo após o início do trajeto, momento em que os criminosos abordavam os condutores. Os agentes também constataram que os ataques contra os veículos da empresa ocorriam justamente no turno de trabalho de Marlon.
Em 2 de fevereiro de 2026, o suspeito chegou a ser detido em flagrante enquanto retirava o rastreador de um caminhão interceptado, cuja carga ultrapassava R$ 500 mil. Na ocasião, de acordo com a polícia, ele destruiu o próprio celular para evitar que o aparelho fosse periciado.
A suspeita é de que o conhecimento técnico de Marlon era utilizado para desativar os sistemas de localização, o que facilitava o transbordo das mercadorias e a ação do bando.
Investigado em quatro procedimentos
Em 2025, o funcionário chegou a depor sobre um assalto ocorrido na Avenida Leonel de Moura Brizola, no bairro Pilar, em Duque de Caxias. Ele foi liberado em seguida, mas a ação policial resultou na prisão de um homem e na recuperação da mercadoria roubada, composta por caixas de cestas de Natal da Bauducco.
De acordo com a corporação, o conjunto de provas reunido ao longo do inquérito sustentou o pedido de prisão preventiva, concedido pela Justiça para garantir a continuidade do processo.
Marlon responderá por roubo majorado. Após os trâmites legais na delegacia, ele será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição do Judiciário.
Marlon possui duas anotações criminais: a autuação em flagrante pela remoção do rastreador e o mandado cumprido nesta terça-feira.
A reportagem de O Dia não localizou a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Marlucio Luna
