delegado diz que vítima de ‘emboscada premeditada’ teve ‘atitude corajosa’ ao procurar polícia

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Homens saem de condomínio após cometerem estupro coletivo em adolescente — Foto: Reprodução/ Rede Globo


Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo no fim de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Quatro homens foram indiciados pela Polícia Civil e tiveram as prisões decretadas, com a expectativa de que todos se entreguem nas próximas horas. Em entrevista à TV Globo, o delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), unidade responsável por investigar o caso, a jovem foi vítima de “uma emboscada premeditada”.

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Em entrevista ao “RJ1” após a prisão de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, Lages informou que a expectativa é que demais foragidos também se entreguem nas próximas horas, conforme foi informado pela defesa de Mattheus. Paralelamente, diligências estão sendo realizadas na tentativa de localizar os suspeitos.

O delegado explica que tem visto “muitos relatos” em redes sociais de possíveis outras vítimas, mas que trata do assunto com “muita cautela e cuidado”, ressaltando que essas mulheres podem ir à delegacia para serem ouvidas. No caso da adolescente que sofreu o estupro coletivo, Lages observa que a jovem foi vítima de “uma emboscada premeditada”.

— É muito importante fazer como fez essa vítima. Ela teve uma atitude corajosa: saindo de lá (local do crime), ligou para o irmão, procurou a mãe, conversou. Vieram na delegacia, confiaram no trabalho da Polícia Civil. Somente assim a gente consegue responsabilizar esses criminosos — disse Angelo Lages ao “RJ1”.

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Além de Mattheus, outros três homens apontados como envolvidos no episódio foram indiciados por estupro coletivo qualificado — porque a vítima é menor de idade — e cárcere privado. Os demais são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, que podem ter penas de até 18 anos de prisão. A quinta pessoa apontada pela polícia como envolvida na violência sexual é um adolescente de 17 anos, que já havia tido um relacionamento com a vítima.

Angelo Lages observa que, após a polícia representar pela prisão dos suspeitos e denúncia do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão dos homens, que passaram, então, a ser réus. O Ministério Público do Rio (MPRJ) informa que ofereceu denúncia perante a Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente, a partir da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro, sem mais detalhes, por conta do “sigilo legal”. Já o Tribunal de Justiça do Rio observa que processos que envolvem estupro e menores tramitam em segredo de justiça.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/03/03/estupro-coletivo-delegado-diz-que-vitima-de-emboscada-premeditada-teve-atitude-corajosa-ao-procurar-policia.ghtml

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