Equipes realizam operação desde as primeiras horas da manhã desta quartaDivulgação / Governo do Rio
Rio – A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira (4), mais uma etapa da Operação Contenção, com o objetivo de combater o avanço do Comando Vermelho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As equipes buscam cumprir 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão. Cinco homens foram presos até o momento.
“Não vamos permitir que o crime organizado avance sobre territórios e ameace a população. A Operação Contenção é uma ação contínua, integrada e baseada em investigação qualificada, que tem como objetivo desarticular as estruturas das facções e reduzir a capacidade de atuação desses grupos”, afirmou o governador Cláudio Castro.
Ao longo da apuração, os agentes identificaram que os criminosos não apenas integravam o tráfico local, mas também realizaram delitos para proteger comparsas envolvidos no ataque à distrital. Os bandidos exerciam funções estratégicas para sustentar a facção, atuando na logística e financiamento de ações armadas.
Um dos pontos centrais da investigação foi a comprovação da existência de uma “caixinha” do tráfico, abastecida por lideranças locais, destinada a custear despesas de criminosos presos, aquisição de armamentos, compra de drogas e manutenção da estrutura do grupo, com apoio de 120 agentes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC) e da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além do MPRJ.
Operação Contenção
A ação desta quarta faz parte de uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização, além de prender traficantes que atuam na região.
Até o momento, mais de 300 criminosos foram capturados e outros 136 mortos em confronto. Desde março do ano passado, quando as ações contínuas começaram, foram apreendidas 465 armas, sendo 189 fuzis, e mais de 50 mil munições. Como parte da Contenção, também houve pedido de bloqueio de cerca de R$ 12 bilhões em bens e valores.
Ataque à delegacia
Na noite de 15 de fevereiro de 2025, criminosos invadiram e atacaram a tiros a 60ª DP (Campos Elíseos), após a prisão de Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato e apontado como chefe do tráfico que atua no Vai-Quem-Quer, e de seu braço direito, Wesley de Souza do Espírito Santo.
Segundo a Polícia Civil, sob o comando de Joab da Conceição Silva, uma das lideranças da facção, dezenas de traficantes invadiram a delegacia na tentativa de resgatar os comparsas presos.
Houve uma intensa troca de tiros entre policiais e criminosos. Porém, no momento do ataque, os presos já tinham sido transferidos para a sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Cidade da Polícia.

