Aumento de R$ 10 bi na receita, gerado pela alta do petróleo, pode levar o Estado do Rio a zerar déficit orçamentário

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O Estado do Rio terá um incremento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas receitas brutas, em relação à primeira estimativa prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Os dados constam em Nota Técnica Conjunta da subsecretaria do Tesouro com a subsecretária de Contabilidade Geral, da Secretaria Estadual de Fazenda, na qual foi realizada a reavaliação das receitas ordinárias do Tesouro Estadual.

De acordo com o estudo, as receitas totais subiriam dos R$ 107,64 bilhões iniciais para R$ 117,84 bilhões. O crescimento é impulsionado pela elevação de 34,6% no preço do Brent — um tipo de petróleo cru, leve e de baixo teor de enxofre, extraído do Mar do Norte, principal referência global para a precificação do ativo.

A variável exerce forte influência sobre a arrecadação de royalties e participações especiais, cuja previsão subiu R$ 8,3 bi. Dessa forma, surge no horizonte uma esperança de que o estado consiga zerar o déficit de R$ 18,9 bilhões, previsto pela LOA deste ano.

É o que avalia o deputado Bruno Dauaire (União).

“A Alerj e o Governo do Estado, se empenharam muito para que a gente pudesse ter um ano de 2026 perto de zerar o déficit, ou mesmo zerando o déficit”, disse o parlamentar, durante sessão da Assembleia.

Aumento na arrecadação do ICMS também ajuda a reduzir o déficit

Segundo a Nota Técnica, a alta do Brent nesse período está associada, entre outros fatores, ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevaram a percepção de risco no mercado global de energia e pressionaram os preços internacionais do petróleo. Assim, a predominância do efeito preço do petróleo sobre a pequena variação cambial resultou em uma revisão significativamente mais elevada da estimativa de receitas provenientes de royalties e participações especiais.

Outro aspecto a se destacar é o forte crescimento da previsão de arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que subiu R$ 1,78 bi na revisão. Foi observada, nos meses de janeiro e fevereiro, arrecadação muito acima do esperado nos setores de petróleo e gás, refino do petróleo, energia elétrica e de logística e armazenagem. Além disso, com o Refis e a cobrança de dívidas ativas, ainda houve aumento de receitas acessórias do ICMS em R$ 548 milhões.

A aumento da arrecadação de ICMS foi obtido graças aos projetos enviados pelo governo do estado em 2025, e aprovados pela Assembleia Legislativa.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/alta-petrole-reduz-deficit/

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