Às voltas com lesões, em meio às crises ou em grande fase: a um mês da Copa do Mundo, astros vivem esperas distintas

Tempo de leitura: 7 min


A depender do ponto de vista, um mês pode representar pouco tempo ou uma eternidade. É a situação das estrelas do futebol às vésperas da Copa do Mundo, cujo pontapé inicial será dado em 11 de junho, daqui a 31 dias. Para os que lutam para se recuperar de lesões, o prazo está apertado. Já aqueles cujos clubes estão em crise e gostariam de “virar a página” em suas seleções, o Mundial parece ainda muito distante.

O relógio certamente corre mais rápido do que o desejado para quem hoje frequenta os departamentos médicos dos clubes. Que o diga Estêvão. Com expectativa de ser titular com a Amarelinha aos 19 anos, o atacante do Chelsea sofreu um baque quando teve diagnosticada uma lesão de grau 4 na coxa direita em 18 de abril. Pela alta gravidade, o clube sugeriu cirurgia. Mas, pelo sonho da Copa, o atleta voltou ao Brasil para se submeter a um tratamento conservador. A CBF o acompanha, mas tem poucas esperanças de uma recuperação a tempo.

Situação semelhante vive Arrascaeta. Submetido a cirurgia após fratura na clavícula direita, o uruguaio passa por tratamento intenso no CT do Flamengo, no Ninho do Urubu, para estar à disposição do técnico Marcelo Bielsa e ser convocado para o Mundial. Só que suas chances são difíceis.

Para outros atletas, as chances de volta são maiores. Porém, paira sobre eles a dúvida sobre em que condições irão se apresentar dado o pouco tempo de retorno. É a situação, por exemplo, de Lamine Yamal, certamente uma das presenças mais aguardadas pelos torcedores.

A lesão na coxa esquerda sofrida em 22 de abril acabou com a temporada do atacante de 18 anos pelo Barcelona. Agora, ele trabalha para atender à expectativa de ser o principal jogador da Espanha no Mundial.

E ele não é o único nesta situação entre os atuais campeões da Eurocopa. Rodri ainda se recupera de uma lesão na virilha que o mantém fora de campo desde 19 de abril. O problema não é tratado como grave pelo Manchester City. Mas a questão aqui é o histórico do volante.

Desde a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito que o fez perder praticamente toda a temporada 2024/25, o meio-campista já sofreu outras seis contusões, contando com a atual. É o suficiente para deixar o alerta ligado na seleção espanhola.

Como se não bastasse a provável perda de Estêvão — que se somaria às de Rodrygo e Éder Militão —, a seleção brasileira também acompanha Alisson, que não joga desde 18 de março no Liverpool por uma lesão na coxa direita, e Raphinha.

O atacante já está liberado da lesão na coxa direita sofrida em 26 de março. Fez seu primeiro jogo justamente no clássico contra o Real Madrid, ontem. Mas admitiu ainda não estar na melhor condição e que o período afastado o abalou.

— Ficar de fora nunca é bom, jogador que gosta de estar dentro de campo. Ficar fora por lesão é muito complicado, não fico muito bem quando estou machucado — disse à ESPN.

O Marrocos, adversário do Brasil na estreia, em 13 de junho, vive situação semelhante justamente com seu principal jogador. O lateral Hakimi lesionou a coxa direita no último dia 28. O PSG trabalha com a ideia de tê-lo na final da Champions, em 30 de maio. Só que, com uma volta a praticamente duas semanas da estreia na Copa, em que condições estará a estrela marroquina?

Drama semelhante é visto neste momento na Holanda, com Memphis Depay; na Turquia, com Arda Guler; na Bélgica, com Courtois; e até na França, com Mbappé. A tensão em torno de atletas recém-lesionados deve acompanhar as principais seleções até o apito inicial.

Para algumas estrelas, o maior problema nesta reta final de temporada não é o estado físico, mas a crise de seus clubes. Mbappé, por exemplo, certamente tem tido mais dor de cabeça com os questionamentos sofridos no Real Madrid do que com a coxa esquerda. O atacante está no centro do terremoto no Santiago Bernabéu por problemas de comportamento.

Obviamente, ele não está sozinho na crise do Real. O uruguaio Valverde e o francês Tchouaméni brigaram duas vezes no clube e não veem a hora de trocar o ambiente do clube pelo de suas seleções. O mesmo deve ocorrer com o brasileiro João Pedro e o inglês Cole Palmer, que sofrem com a temporada ruim do Chelsea. E, claro, Neymar, que se viu em meio a uma briga com Robinho Jr. no Santos. Neste caso, contudo, a ida para a Copa não é nada certa.

Nem todos têm do que se queixar. O inglês Harry Kane faz a melhor temporada da carreira, já com 60 gols, e sonha com a Bola de Ouro. Fase semelhante vivem o francês Olise e o colombiano Luis Diaz, seus companheiros de Bayern. O norueguês Haaland, o argentino Julián Alvarez, o sueco Gyokeres, o português Vitinha e os franceses Dembelé e Doué também atravessam grande fase. Para eles, o relógio não passa rápido nem devagar. Apenas aguardam a chegada da Copa para, quem sabe, serem ainda mais felizes.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/noticia/2026/05/as-voltas-com-lesoes-em-meio-as-crises-ou-em-grande-fase-a-um-mes-da-copa-do-mundo-astros-vivem-esperas-distintas.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *