A gastança venceu: despesas administrativas disparam no governo Lula e sufocam investimentos

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Os números não mentem. Em 2025, o governo federal gastou R$ 72,7 bilhões apenas para manter a máquina funcionando, segundo dados corrigidos pela inflação pelo Tesouro Nacional. Essa cifra inclui água, luz, telefone, passagens, diárias, aluguéis, vigilância, limpeza, tecnologia da informação e até combustível para deslocamentos.

Durante os governos Dilma Rousseff, os gastos já haviam ultrapassado a marca dos R$ 70 bilhões anuais. Mas com Michel Temer e Jair Bolsonaro que a conta encolheu, ficando abaixo desse patamar. A calmaria durou pouco: a partir de 2023, com Lula de volta ao Planalto, a curva ascendente ressurgiu e em 2024 já havia ultrapassado novamente os R$ 70 bilhões. Em 2025, o recorde foi consolidado.

O preço da burocracia

Esse tipo de despesa é classificado como custeio administrativo e está dentro dos chamados “gastos livres” do governo. O problema? O arcabouço fiscal limita o crescimento dessas despesas a 2,5% ao ano, corrigidos pela inflação. Só que os gastos obrigatórios — como previdência, pensões e salários de servidores — já crescem acima disso, comprimindo ainda mais o espaço para investimentos.

Resultado: menos dinheiro para infraestrutura, bolsas de pesquisa, universidades federais, Farmácia Popular, fiscalização ambiental e emissão de passaportes. Em 2026, ano eleitoral, a margem para gastos discricionários será de R$ 129,2 bilhões. Se mais de R$ 70 bilhões forem drenados pela burocracia, sobra pouco para o resto.

Especialistas soam o alarme

Economistas não poupam críticas. Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro, alerta que 2026 será um ano difícil para investimentos, com fila de benefícios previdenciários e o calendário eleitoral pressionando o caixa. Já Marcus Pestana, da Instituição Fiscal Independente, chama a situação de “insustentável” e vê horizonte pouco promissor para o país.

Para completar, mesmo a arrecadação recorde em 2025 não foi suficiente para conter o avanço da despesa. O gasto público como proporção do PIB subiu de 18% em 2022 para 18,8% em 2025. Ou seja, mais arrecadação, mais gasto — e o rombo continua crescendo.

O fundo do poço

O retrato é claro: a austeridade virou passado e a gastança voltou a ser regra. O governo Lula, em seu terceiro mandato, repete o padrão dos anos Dilma: máquina pública cara, espaço reduzido para investimentos e programas sociais, e um arcabouço fiscal que parece mais uma camisa de força frouxa.

A pergunta que fica é: quem paga a conta dessa burocracia inflada? A resposta, como sempre, recai sobre o contribuinte, que vê menos infraestrutura, menos bolsas e menos serviços, enquanto a máquina pública segue devorando bilhões.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/brasil/04/02/2026/a-gastanca-venceu-despesas-administrativas-disparam-no-governo-lula-e-sufocam-investimentos

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