Trump diz que não interferiu nas eleições brasileiras a pedido de Lula

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não interferiu nas eleições brasileiras porque Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido que ele não tomasse partido. A declaração foi feita nesta quinta-feira (29/12), durante uma conversa com jornalistas.

Trump disse que acompanhou o processo eleitoral, mas evitou responder se reconhece a vitória de Lula. O presidente norte-americano voltou a classificar a eleição como “vergonhosa” e afirmou que o resultado representa um constrangimento para os brasileiros. Ele também mencionou uma queda no mercado, sem apresentar provas de irregularidades na votação.

“Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou Trump.

 

Críticas ao resultado eleitoral

Na quarta-feira (28/12), Trump já havia classificado as eleições brasileiras como “muito estranhas”, também sem apresentar evidências de fraude. Na ocasião, evitou comentar uma carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, na qual ele se apresentava como “líder do Brasil”.

Trump afirmou que não pretendia se envolver na situação, embora tenha declarado considerar Flávio e seus aliados “boas pessoas”.

As acusações de irregularidades contrastam com o resultado oficial da eleição, confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou Lula vencedor. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado, mas solicitou esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

 

Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos

Na terça-feira (27/12), um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que Flávio Bolsonaro e seus familiares receberiam autorização para entrar no país.

O senador deixou o Brasil por via terrestre, cruzou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú. A viagem incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos.

A viagem ocorreu enquanto Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados em um caso que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas ao advogado e casas de apostas. Os dois confirmam a amizade, mas negam ter sociedade entre si ou envolvimento em irregularidades.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/trump-diz-que-nao-interferiu-nas-eleicoes-brasileiras-a-pedido-de-lula/

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