Bombeiro que matou estudante de medicina em SP estava de licença no dia do crime; entenda o caso

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Bruno Hashimura tinha 23 anos — Foto: Reprodução


O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de atirar e matar o estudante de medicina Bruno Hashimura San Julano, de 23, estava de licença no dia do crime, segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo. O estudante foi morto após uma discussão de trânsito na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, em Taubaté, no interior do estado.

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O Corpo de Bombeiros informou que a licença de Marcos Paulo foi concedida a pedido do próprio militar e que, durante o período, ele não recebia remuneração. Segundo a corporação, ele possui autorização para aquisição e porte de arma de fogo desde 2018.

Nesta quinta-feira (1º), o militar passou por audiência de custódia e teve a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento pessoal e obrigatório em juízo a cada dois meses para informar suas atividades, o recolhimento domiciliar noturno nos fins de semana e nos dias de folga e a proibição de frequentar locais de prática de atividades ilícitas.

O militar está proibido de deixar a comarca por período superior a 15 dias sem comunicar previamente ao juízo e de se aproximar, física ou remotamente, dos familiares da vítima. A Justiça determinou ainda que a Polícia Militar suspenda o porte de arma do bombeiro e providencie sua transferência para atividades administrativas.

Bruno Hashimura San Juliano era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) e foi baleado durante uma discussão no trânsito na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, em Taubaté, por Marcos Paulos nesta quarta-feira. O estudante foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Regional, mas não resistiu.

Segundo o g1, o advogado do suspeito, Cláudio Rodrigues, contou que o bombeiro estava no carro com a esposa e o filho. Eles seguiam para Taubaté em busca de atendimento médico para a criança que estava febril. De acordo com a defesa, durante o trajeto, um Chevrolet Prisma teria se aproximado do carro onde estava a família. O advogado afirma que a esposa de Marcos teria ouvido o motorista gritar e visto um objeto que parecia ser uma arma.

“Ela pediu ao seu marido: acelera, acelera, que é assalto”, disse o advogado.

Ainda segundo a versão apresentada pela defesa, Marcos temeu que fosse um assalto na condição de ser militar e acelerou para tentar fugir, mas precisou parar em um semáforo. O veículo de Bruno teria parado à frente. Marcos, então, teria descido do carro armado, se identificado como policial e pedido para que o estudante saísse do veículo.

Segundo a defesa, Bruno não obedeceu à ordem e, quando Marcos se aproximou do carro, o vidro do veículo foi quebrado. O advogado alega que o estudante teria avançado contra o bombeiro com o objeto que, posteriormente, foi identificado como uma faca. De acordo com o advogado, Marcos efetuou aproximadamente três disparos para conter a ameaça.

“Ele disparou para conter a grave ameaça”, afirmou.

Uma testemunha protegida contou à Polícia uma versão diferente da apresentada pela defesa de Marcos. Segundo apurou a reportagem da TV Vanguarda, a pessoa contou que estava parada no semáforo, próximo ao local da ocorrência, quando presenciou tudo o que aconteceu.

De acordo com ela, o bombeio desceu do Jeep Renegade onde estava e começou a gritar em direção ao estudante. Em seguida, segundo o depoimento, ele teria desferido três cotoveladas no vidro, conseguindo quebrá-lo. Logo depois, foram feitos os disparos. A testemunha afirmou conseguir visualizar o que aconteceu pela janela do passageiro e pelo para-brisa de seu veículo, em razão da proximidade entre os carros. Ela contou aos policiais ainda que Bruno permaneceu o tempo todo dentro do carro, com os vidros fechados, sem discutir e sem se projetar para fora do carro.

Ao GLOBO, o advogado informou que o cliente não conhecia Bruno e que a defesa irá se manifestar sobre os testemunhos quando constarem nos autos do processo.

— A gente não sabe a veracidade dessa testemunha, se realmente tem relação com os fatos. A defesa ainda espera qualquer testemunho ou depoimento constar nos autos para que a gente se manifeste. Neste momento, nós estamos também prezando que apareçam testemunhas que corroborem com as versões e aguardando diligências para imagens de câmeras, desde o deslocamento até o acontecimento trágico.

Marcos, atua como soldado de 1ª classe do Corpo de Bombeiros e está na corporação há pouco mais de dez anos, está afastado por licença desde maio deste ano. Cláudio contou que a licença foi pedida pelo próprio bombeiro para tratar de assuntos particulares.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/10/02/bombeiro-que-matou-estudante-de-medicina-em-sp-estava-de-licenca-no-dia-do-crime-entenda-o-caso.ghtml

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