A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) promove neste sábado (26/09), em parceria com os municípios do estado, uma campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos. A imunização é uma das principais formas de prevenção da raiva e contribui para reduzir a circulação do vírus entre animais e, consequentemente, o risco de transmissão para as pessoas.
Não há casos confirmados recentes de raiva em pessoas no estado. Recentemente, no entanto, foi identificado um caso da doença em um cão que havia tido contato com um morcego também diagnosticado com raiva. A ocorrência reforça a importância de manter a vacinação dos animais domésticos em dia e dos cuidados ao entrar em contato com animais silvestres.
Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 38.517 atendimentos na rede pública de saúde do estado relacionados a acidentes com animais. A maior parte das ocorrências envolveu cães e gatos, mas também houve atendimentos após contato com morcegos e micos, como os saguis.
No Estado do Rio de Janeiro, vacina e soro antirrábicos estão disponíveis em 25 polos distribuídos pelas diferentes regiões. A SES-RJ também mantém suporte 24 horas aos profissionais de saúde para orientação sobre os atendimentos. A relação dos polos pode ser consultada no painel de atendimento antirrábico do Monitora RJ, disponível no link: monitorar.saude.rj.gov.br.
Prevenção e cuidados
A raiva é uma doença grave, causada por um vírus presente na saliva de animais infectados. A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhões e por lambeduras em feridas ou em mucosas (olhos, nariz e boca). Depois que os sintomas aparecem, a doença é quase sempre fatal. Por isso, qualquer possível exposição deve ser levada a sério e avaliada o quanto antes por um profissional de saúde.
Em caso de mordida, arranhão ou lambedura lave o local imediatamente com bastante água corrente e sabão. Não aplique substâncias caseiras sobre o ferimento e procure uma unidade de saúde o mais rápido possível, mesmo que o ferimento pareça pequeno. O profissional avaliará o tipo de exposição e indicará, quando necessário, a vacina antirrábica e outros cuidados. Se o animal for um cão ou gato, informe ao serviço de saúde se é possível observá-lo por 10 dias. Não mate nem abandone o animal.
Em parques, trilhas e áreas de mata não toque, não alimente e não tente resgatar animais silvestres, mesmo que pareçam mansos, feridos ou desorientados. Mudanças de comportamento podem ser sinal de doença. Morcegos, saguis (micos) e outros animais silvestres não devem ser capturados nem criados em casa. Proteja também seus animais, mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia.
