A Polícia Civil realiza, nesta terça-feira (22), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar como milícia em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o grupo cobrava moradores e comerciantes da região e utilizava ameaças e intimidações para manter o controle territorial.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) cumprem mandados de busca e apreensão no Complexo do Morro do Pau Branco e na região de Venda Velha. Os locais são apontados pelos investigadores como áreas estratégicas para o funcionamento da organização.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas, munições e um colete a prova de balas.
De acordo com a Draco, a organização seria comandada por Evandro Costa de Souza, conhecido como Monstrão e Vando. Segundo as investigações, ele manteria um braço armado responsável por garantir a influência do grupo na região.
Entre os investigados estão Rodrigo Lino de Lima, conhecido como RD, e Carlos Donato Ximenes Melo, o Papel. Eles são investigados por supostas cobranças ilegais, ameaças e intimidações contra moradores e comerciantes.
O trabalho de inteligência apontou ainda que o grupo teria mudado a estratégia após operações policiais. Os integrantes teriam alterado locais de permanência, deslocado armas, modificado pontos de apoio e reforçado a comunicação para dificultar a atuação dos agentes.
Os investigadores também localizaram imóveis ligados aos alvos que, segundo a polícia, seriam utilizados para esconder armas e outros materiais relacionados às atividades criminosas.
As investigações avançaram após a prisão de Marlon Aurélio Gomes de Souza, conhecido como Taz, no dia 16 de setembro. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como uma das lideranças do braço armado da organização.
A partir da prisão, os investigadores reuniram novas informações sobre outros integrantes e identificaram locais que poderiam ser utilizados como pontos de apoio para a atuação do grupo.
Até o momento, três homens foram presos durante a operação. Segundo a polícia, um deles foi detido por porte ilegal de arma de fogo, outro por estar com material relacionado à cobrança da milícia e o terceiro por suspeita de constituição de milícia privada.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e esclarecer a estrutura e a atuação da organização criminosa na região.
