Candidatas do PT em MG denunciam ser alvo de ameaças de morte e de estupro e acionam a polícia

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Candidatas do PT em MG denunciam ser alvo de ameaças — Foto: Reprodução/Instagram


Três candidatas petistas registraram ocorrência para denunciar ameaças de morte e estupro em Minas Gerais. Bella Gonçalves (PT) e Ana Elisa Silva (PT), que disputam uma vaga na Câmara Federal, e Andréia de Jesus (PT), postulante à reeleição na Assembleia Legislativa mineira, relataram ter recebido as mensagens por e-mail e encaminharam as denúncias à Polícia Federal. A corporação investiga os casos, assim como o Ministério Público Eleitoral, como violência política de gênero.

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As denúncias foram formalizadas entre os dias 5 e 11 deste mês. Nas ameaças, o autor se apresenta como um supremacista branco — integrante de um grupo que acredita na superioridade da pele de cor branca em relação às demais — e expõe dados pessoais das candidatas e de parentes delas. A suspeita das petistas é que as mensagens tenham sido combinadas em grupos online.

A equipe da deputada estadual Bella Gonçalves afirmou que as mensagens “têm forte teor de violência política de gênero e buscam intimidá-la para afastá-la da vida pública”. Além da investida digital, o comitê central da campanha, em Belo Horizonte, também foi alvo de vandalismo: a placa da candidatura foi arrancada, segundo a nota.

Também no dia 5, Ana Elisa Santos Silva recebeu mensagens semelhantes, também com teor racista. A candidata, que é estreante na política, registrou ocorrência como ameaça e injúria racial e relatou já ter recebido conteúdo parecido em data anterior.

As mensagens, que continham ameaças explícitas de violência sexual e de morte, também citam grupos extremistas, cujos nomes não foram divulgados. “Você merece o fim mais humilhante”, diz uma das frases da ameaça.

“Ameaçar uma mulher negra para intimidá-la e tentar afastá-la de uma eleição não é opinião. É crime contra ela e contra o direito de quem quer votar nela. Não toleraremos”, afirmou a equipe de Ana Elisa.

Já Andréia de Jesus usou as redes sociais para dizer que precisou parar a campanha, a organização de base e a distribuição de material para ir à polícia. Ela relatou ter sido alvo de ameaças mais de uma vez e questionou a segurança no fluxo de seus dados pessoais, obtidos pelo autor do crime.

“Não vou naturalizar isso. Cada ameaça será denunciada e levada às autoridades competentes! Seguimos!”, ressaltou ela.

Em nota, o Ministério Púbico Eleitoral lamentou os casos e disse atuar “de forma integrada com a Polícia Federal para apurar os fatos, responsabilizar os autores e adotar as medidas necessárias para tentar coibir novas ações de intimidação e garantir a segurança do processo eleitoral”.

Como reportou a coluna de Lauro Jardim, no GLOBO, duas candidatas do Partido Verde à Câmara também relataram ter sido vítimas de perseguição e ameaças de morte e estupro. Os casos envolvem a deputada estadual Lohanna (PV-MG) e a vereadora trans Thabatta Pimenta (PV-RN).

No caso de Lohanna, ela recebeu ameaças de morte e estupro por e-mails enviados a endereços associados ao seu nome. O autor se identificou como o mesmo que a ameaçou em 2023 e afirmou que, agora em regime semiaberto, cumpriria o que havia planejado. No último dia 11, a Polícia Federal deflagrou uma operação e apreendeu o celular do suspeito.

Já Thabatta denunciou dois episódios de perseguição durante sua campanha. Em Carnaúba dos Dantas, seu carro foi seguido por outro veículo. Dias depois, no trajeto entre Pau dos Ferros e Natal, no trecho entre Patu (RN) e Brejo do Cruz (PB), dois homens em uma motocicleta teriam se aproximado de seu carro.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/09/18/candidatas-do-pt-em-mg-denunciam-ser-alvo-de-ameacas-de-morte-e-de-estupro-e-acionam-a-policia.ghtml

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