Caso da última pessoa morta em 11 de setembro de 2001 em Nova York continua sem solução

Tempo de leitura: 3 min




Para os quase três mil mortos no ataque terrorista contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York (EUA), em 11 de setembro de 2001, a tragédia tem uma explicação: aviões sequestrados por terroristas da al-Qaeda foram jogados contra um dos cartões-postais da maior cidade do país.
Porém, para outro morto naquele fatídico dia, a morte continua um mistério.
Henryk Siwiak, um imigrante polonês de 46 anos e pai de dois filhos, foi morto a tiros no Brooklyn pouco antes da meia-noite.
O caso permanece sem solução e é considerado o único homicídio registrado na cidade de Nova York naquele dia fatídico.
Nenhum suspeito jamais foi preso. Nenhum motivo definitivo foi estabelecido. Ele foi a última pessoa a morrer em 11 de setembro: o seu óbito foi registrado às 23h42.
O Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) continua a classificar o caso como ativo e tem solicitado periodicamente novas informações.
“Eles precisam analisar isso com um novo olhar e novas tecnologias”, disse o ex-comandante do NYPD Tom Joyce ao jornal “The U.S. Sun” em 2022.
Henryk havia chegado aos EUA menos de um ano antes da sua morte. Natural de Cracóvia (Polônia), ele deixara para trás a esposa, Ewa, e os dois filhos, Gabriela e Adam, em busca de trabalho e de um futuro melhor.
Ele havia trabalhado anteriormente como inspetor ferroviário na Polônia, mas a deterioração das condições econômicas tornava cada vez mais difícil sustentar a família. Nos EUA, ele acabaria encontrando um futuro sinistro. E até agora inexplicável.
Com o caos instalado em Nova York, o NYPD não tinha policiais para cuidarem caso de Henryk. A inércia na investigação piorou pelo fato de não haver testemunhas.
Confundido com terrorista?
Várias teorias sobre o crime surgiram ao longo dos anos, mas nenhuma foi comprovada. Henryk foi possivelmente vítima de uma tentativa de roubo, embora sua família questionasse por que sua carteira ainda estava no bolso e continha dinheiro. Os investigadores afirmaram à época que a presença de dinheiro não descarta necessariamente uma tentativa de roubo. O agressor — ou agressores — pode ter fugido antes de levar algo, ou a situação pode ter escalado inesperadamente, resultando na morte.
Outra teoria é que a aparência de Henryk — incluindo as roupas de estilo militar que ele vestia — e seu sotaque estrangeiro levaram alguém a confundi-lo com um terrorista.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/09/caso-da-ultima-pessoa-morta-em-11-de-setembro-de-2001-em-nova-york-continua-sem-solucao.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *