Polícia apreendeu quase duas toneladas de materiais em ferro-velho clandestinoDivulgação
A ação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) ocorreu após trabalho de inteligência e monitoramento realizado pela especializada. A partir das informações reunidas, as equipes foram até o local, que funcionava sem licença ou autorização.
No imóvel, os policiais encontraram parte das placas e dos equipamentos em perfeito estado de conservação. O proprietário, identificado como Rubemar José Alves, afirmou aos policiais que havia recebido os materiais como doação pela Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio).
No entanto, não apresentou qualquer documentação capaz de comprovar a origem regular dos produtos. Os agentes também identificarem uma ligação clandestina de energia elétrica no estabelecimento, popularmente conhecida como “gato”. Os policiais, então, autuaram o dono em flagrante pelos crimes de receptação qualificada e furto qualificado.
‘Operação Caminhos do Cobre’
Desde setembro de 2024, os policiais realizaram mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 270 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos nestas ações. Neste mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada.
Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e de R$ 75 milhões em multas aplicadas, consolidando a Operação Caminhos do Cobre como uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no Estado. As ações também visam tirar o dinheiro do tráfico, responsáveis por estimular esse tipo de crime.
O DIA tenta localizar a defesa de Rubemar. O espaço segue aberto para manifestação.
