Maricá avança com obras de drenagem e urbanização no Vale da Figueira para enfrentar alagamentos históricos

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Maricá A região do Vale da Figueira, no segundo distrito de Maricá, está recebendo uma nova etapa de obras de infraestrutura com foco principalmente na ampliação da drenagem de águas pluviais e na urbanização de ruas. As intervenções buscam enfrentar um problema antigo do bairro: os alagamentos e as dificuldades de circulação provocadas por períodos de chuva intensa.

Documentos atualizados de acompanhamento de obras da Prefeitura mostram pelo menos duas importantes frentes em execução na região. Uma delas abrange as ruas Pinheiro, Beija-Flor, Santa Tereza e a Estrada de Ponta Negra, a RJ-118. O serviço inclui construção de rede de drenagem, implantação de meio-fio e calçadas. A ordem de serviço foi iniciada em fevereiro de 2026 e, no levantamento municipal de julho, a execução aparecia em 15%, com previsão administrativa de conclusão em julho de 2027.

Outra frente contempla trechos próximos às rodovias Beth Carvalho e Ernani do Amaral Peixoto, além da Rua 1 e da área da Fazenda Pública Joaquín Piñero. Nesse caso, além da nova rede de drenagem, o projeto prevê meio-fio e preparação da base das ruas para futura pavimentação. A intervenção começou em fevereiro e estava com 7% de execução no levantamento de julho, com previsão registrada para janeiro de 2027.

As obras atuais se somam a intervenções realizadas nos últimos anos. Entre 2024 e 2025, por exemplo, uma frente na altura da Rodovia Amaral Peixoto e da Rua 15 implantou rede de drenagem, calçadas e meio-fio. Outro serviço realizado entre a Rua Joaquim Alves da Silva e a RJ-106 incluiu adequações de meio-fio, calçada e construção de boca de lobo.

Histórico de problemas e investimentos

Os investimentos mostram que o desafio da drenagem no Vale da Figueira não é recente. Em 2018, a própria Prefeitura já anunciava uma grande intervenção na região, com quase um quilômetro de galerias ao longo da Avenida Um, entre a RJ-106 e a RJ-118.

Naquela obra, foram utilizadas manilhas de um metro de diâmetro para captar águas da Avenida Um e das vias próximas e conduzi-las até o Rio Caranguejo. Após a drenagem, a previsão já naquela época era avançar com a urbanização da área.

O histórico de problemas aparece também nos registros de fortes chuvas. Em janeiro de 2018, após um acumulado de 102,5 milímetros, famílias do Vale da Figueira e de Nova Metrópole precisaram deixar temporariamente suas casas por causa do risco de alagamento. Em um dos imóveis, segundo a Defesa Civil, a água chegou a subir cerca de 20 centímetros.

O Vale da Figueira também está entre as áreas de Maricá que contam com sistema de sirenes por risco hidrológico, dentro da estrutura de prevenção da Defesa Civil implantada no município.

Estratégia de drenagem e urbanização

A estratégia adotada nas novas frentes é executar primeiro a infraestrutura subterrânea de drenagem para, posteriormente, consolidar a urbanização das vias. Isso evita que ruas sejam pavimentadas sem capacidade suficiente de receber e conduzir as águas das chuvas.

Por isso, as intervenções não se resumem às galerias. Há trabalhos de preparação de base, implantação de meio-fio, calçadas e adequações para pavimentação em diferentes trechos.

Segundo a Somar, Maricá ultrapassou em junho de 2026 a marca de 35 quilômetros de novas redes de drenagem implantadas em aproximadamente um ano e meio. O Vale da Figueira foi citado pela própria autarquia entre as regiões que concentram grandes intervenções para aumentar a capacidade de escoamento das águas pluviais.

Com várias frentes acontecendo simultaneamente, o objetivo é reduzir gradualmente os pontos de acúmulo de água e, ao mesmo tempo, melhorar as condições das ruas. O resultado definitivo, no entanto, dependerá da conclusão e integração das diferentes redes que estão sendo implantadas em uma região que possui um histórico de décadas de problemas em períodos de chuva.





Com informações da fonte
https://maricainfo.com/noticias-de-marica/marica-avanca-com-obras-de-drenagem-e-urbanizacao-no-vale-da-figueira-para-enfrentar-alagamentos-historicos/

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