Arrascaeta chegou ao Maracanã para o jogo contra o Mirassol, na última quarta-feira, em rodada atrasada do Brasileirão, parecendo um personagem de ficção científica — talvez o super-herói rubro-negro —, com óculos iluminados de verde. O acessório, porém, não é apenas estilo ou uma decoração futurista inspirada no filme “Matrix”. Chamado de Circádia, O aparelho de fototerapia (terapia de luz) desenvolvido pela AVA tem como objetivo aumentar o estado de alerta, ajudar na concentração e regular o sono sem a necessidade de café ou energético.
A utilização da tecnologia pode ser especialmente útil para os jogos à noite, já que, nesse período, o organismo naturalmente começa a se preparar para o descanso — embora muitos tenham uma vida noturna agitada. A ideia do aparelho é deslocar temporariamente essa resposta biológica e ajudar o atleta a permanecer desperto e concentrado durante a partida.
Como a partida começou às 19h30, o camisa 10 quis ficar “ligado” em campo — estado natural de um carioca no Rio de Janeiro. Os óculos, porém, não conseguiram evitar que ele fizesse um jogo discreto ao sair do banco de reservas na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol.
Segundo a AVA, o item “acelera a recuperação física e dispensa o uso de estimulantes” em cerca de 10 minutos de uso. A empresa o define como “tecnologia avançada para quem busca o pico de performance mental e física todos os dias”. Mesmo podendo ser utilizado à noite, como fez Arrascaeta, o aparelho é indicado para o começo do dia, ao acordar, para despertar “antes mesmo do primeiro café”, e também como pré-treino e pré-estudo/foco. Pode ser uma boa opção para levantar cedo ou ficar acordado o tempo inteiro durante um jogo sonolento.
O equipamento foi desenvolvido pelo engenheiro Rodrigo Santana, que também trabalha com Cristiano Ronaldo, e custa cerca de R$ 1,2 mil. O café segue funcionando como uma opção mais barata aos que desejarem.
O nome Circádia vem do ritmo circadiano, popularmente conhecido como relógio biológico, que regula as atividades diárias do organismo num período de cerca de 24 horas, como o ciclo do sono. A tecnologia utiliza fotobiorregulação, por meio da emissão de uma luz verde com comprimento de onda de 480 nanômetros. O estímulo é direcionado à retina e busca atuar sobre a melanopsina, proteína envolvida na percepção da luz e na regulação do relógio biológico, e também favorece a elevação do cortisol, hormônio relacionado à resposta de vigília e à preparação do corpo para a atividade.
