Ir ao Rock in Rio exige bem mais do que desembolsar os R$ 870,00 cobrados pelo ingresso inteiro (ou R$ 435,00 pela meia-entrada). Antes mesmo da abertura dos portões, entram na conta transporte, alimentação e até a produção escolhida para encarar a maratona de shows.
Dentro da Cidade do Rock, comida e bebida engrossam a fatura. Dependendo das escolhas, um único dia de festival pode custar cerca de R$ 500,00 para quem tem direito à meia-entrada e economiza em tudo ou ultrapassar R$ 5 000,00, caso o visitante seja de fora do Rio e opte pela área premium, transporte executivo e um look novo.
Na edição de 2024, as compras realizadas dentro da Cidade do Rock movimentaram R$ 72,8 milhões em aproximadamente 2,1 milhões de transações. Diante de um público de 730 mil pessoas, os números equivalem a um desembolso médio estimado em R$ 99,73 e a quase três compras por frequentador. O chope também correu solto: foram comercializadas mais de 1,1 milhão de unidades, média de 1,5 por pessoa — cálculo que inclui menores de idade e visitantes que não consumiram álcool.
Dois anos depois, os preços subiram. Em 2024, o refil do chope Heineken custava R$ 15,00; agora, sai por R$ 18,00, alta de 20%. A primeira compra, que inclui o copo reutilizável, passou de R$ 19,00 para R$ 23,00, aumento de 21%. Se considerarmos esse aumento para todo o gasto de quem estiver por lá, o valor médio gasto de cada pessoa no festival seria de R$ 120,00.
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Mas são muitas as variáveis. No perfil mais econômico, o dia pode sair por mais de R$ 500,00. A conta considera um morador do Rio com direito à meia-entrada, que pague R$ 435,00 pelo ingresso, use metrô e BRT Expresso (R$ 44,80, ida e volta) e leve comida de casa, beba água nos pontos de hidratação gratuitos, reservando aproximadamente R$ 25,00 para uma bebida ou um lanche extra. Nesse caso, o total chega a R$ 504,80.
No perfil intermediário, o orçamento cresce rapidamente. Dois lanches podem somar aproximadamente R$ 100,00; quatro chopes, R$ 77,00; e dois refrigerantes com reutilização do copo, R$ 22,00. Acrescentando o ingresso inteiro e o transporte de metrô e BRT, o dia chega a R$ 1.113,80 por pessoa.
Para quem busca mais conforto e não pretende economizar, a cifra fica ainda maior. O ingresso da Comfort Zone, nova área premium próxima ao Palco Mundo, custa R$ 1 950,00 — ou R$ 975,00 na meia-entrada. Já o ônibus executivo Primeira Classe, que desembarca o passageiro dentro da Cidade do Rock, sai a partir de R$ 220,00, incluindo ida e volta. Somando três opções de comida na Gourmet Square, ao custo aproximado de R$ 180,00, seis chopes, por R$ 113,00, e quatro bebidas não alcoólicas, por cerca de R$ 49,00, o total alcança R$ 2 512,00 em um único dia.
O visual também pode pesar no orçamento. Para garantir a foto no Instagram e o vídeo de get ready with me, um conjunto completo da coleção da C&A para o Rock in Rio custa aproximadamente R$ 500,00, considerando calça, camiseta e acessórios. Com o look novo, a conta do perfil mais confortável passa de R$ 3 000,00.
Para quem vem de fora do Rio, ainda é preciso acrescentar passagens aéreas ou rodoviárias, hospedagem, deslocamentos e alimentação na cidade. Em uma viagem de dois dias, com dois ingressos, hotel e transporte, a despesa pode ultrapassar facilmente os R$ 5 000,00 por pessoa.
No fim das contas, curtir a maratona de shows sem transformar a diversão em ressaca financeira também exige planejamento.
A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.
