Fluminense não procura treinador após a saída de Zubeldía, mas Marcão mantém cautela sobre efetivação

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“Até quando o Fluminense precisar”, afirmou Marcão após a classificação heroica para as quartas de final da Libertadores. Se o tricolor, enfim, respira aliviado, muito se deve ao “bombeiro” Marcão, que vem dando conta do recado mais uma vez como técnico interino. É justamente nessa função que o auxiliar permanente deve comandar a equipe, pelo menos, até o próximo jogo. Afinal, ele sempre priorizou a estabilidade como funcionário do clube. E, desta vez, não vê razão para ser diferente.

Enquanto o protocolo Marcão foi novamente acionado, a diretoria sequer procurou um treinador após a saída de Luis Zubeldía, o que não deve mudar com a crise dando uma trégua. Por outro lado, ela vem recebendo contatos de empresários e intermediários de treinadores no mercado, o que é natural, principalmente quando há uma demissão à beira do campo.

O cenário atual está longe de ser novidade para Marcão. Há cerca de uma década, o ex-volante recebe a missão de assumir interinamente o time, quase sempre acompanhada de uma palavra sobre o futuro: efetivação. Mas ele próprio prefere não entrar muito nesse assunto para evitar que se meta o pé pelas mãos, mesmo quando os ventos conspiram a seu favor.

Agora, ao lado do amigo Thiago Silva, Marcão vê o cenário ideal para não colocar em risco sua permanência no Fluminense. Conforme antecipado pelo GLOBO, a relação entre os dois é tão próxima que o ex-volante deseja trabalhar como auxiliar do zagueiro quando este iniciar a carreira de treinador.

Um dos motivos que justificam esse modus operandi de Marcão é o receio de perder o seu “ganha-pão” no clube em troca de ser efetivado e, após uma sequência ruim de resultados, acabar demitido. Não à toa, esse é o destino mais comum diante do imediatismo do futebol brasileiro. Foi assim com Zubeldía e com outros treinadores que passaram pelo Fluminense na última década.

Outro fator que influencia a cautela de Marcão é a baixa representatividade de treinadores negros no futebol brasileiro, especialmente na Série A — apenas Jair Ventura está empregado. Reflexo do racismo estrutal no país, essa realidade também alimenta o receio de julgamentos precipitados e injustos por causa da cor da sua pele.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/fluminense/noticia/2026/08/fluminense-nao-procura-treinador-apos-a-saida-de-zubeldia-mas-marcao-mantem-cautela-sobre-efetivacao.ghtml

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