O clima esquentou no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) durante o expediente final desta quinta-feira (14), marcada por um embate entre os deputados estaduais Vitor Júnior (PSD) e Filippe Poubel (PL).
A discussão começou após Vitor Júnior fazer críticas ao governo de Cláudio Castro e citar o presidente da Casa, Douglas Ruas, afirmando que ele seria o “HD vivo de tudo aquilo que o governo do Estado do Rio de Janeiro fez”.
As críticas do Vitor Júnior giraram principalmente em torno de supostos gastos excessivos e contratos do governo estadual, especialmente envolvendo o DER-RJ e a contratação de radares eletrônicos. O deputado também defendeu a criação de CPIs para investigar contratos e operações financeiras ligadas ao Estado. Uma das principais críticas foi a comparação feita entre contratos de radares realizados em anos diferentes, apontando aumento expressivo de valores para contratação das mesmas empresas.
As declarações provocaram reação imediata de Filippe Poubel, líder do PL na Alerj. O parlamentar classificou as críticas e tentativa de ligar o presidente da Casa aos atos do governo anterior como “ataque desleal”, uma vez que o presidente da Casa não estava presente.
Durante o bate-boca, Poubel ainda acusou Vitor Júnior de tentar se descolar politicamente de um governo do qual também teria participado. Segundo o deputado do PL, Vitor fez indicações no governo Cláudio Castro e mantinha proximidade política com o governador.
“A partir do momento que vossa excelência indicou uma pessoa, o senhor faz parte do governo Cláudio Castro. Então vossa excelência tá cuspindo no prato que comeu”, declarou.
Poubel também afirmou que, apesar de integrar a base governista, fazia críticas públicas ao governo quando considerava necessário, citando embates envolvendo a chamada “Máfia do Reboque” e fiscalizações na área da saúde.
Vitor Júnior rebateu as acusações e afirmou que nunca ocupou cargo no governo estadual. O parlamentar admitiu ter indicado apenas uma pessoa para a estrutura estadual, mas negou participação direta na gestão.
“Nunca tive cargo no governo Cláudio Castro e indiquei uma pessoa”, respondeu.
Poubel insistiu que eventuais críticas ao presidente da Alerj deveriam ser feitas diretamente na presença dele.
“Tenha o ato de nobreza de tecer críticas ao nobre presidente Douglas Ruas quando ele estiver sentado na cadeira”, concluiu.


