‘O gênio do crime’, ‘O rei da internet’, ‘Na zona cinzenta’ e mais: as estreias e os filmes em cartaz

Tempo de leitura: 27 min
'O rei da internet', 'O gênio do crime', 'Na zona cinzenta': as estreias da semana — Foto: Divulgação


Adaptação do clássico da literatura infantojuvenil, “O gênio do crime” chega aos cinemas com Marcos Veras no elenco como o detetive Mister Mistério. A produção nacional “O rei da internet” também estreia nesta semana, com João Guilherme no papel de Daniel Nascimento, hacker brasileiro que fez parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais e foi alvo da primeira grande operação da Polícia Federal contra crimes virtuais. O diretor Guy Ritchie está de volta, com “Na zona cinzenta”, estrelando Henry Cavill e Jake Gyllenhaal. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz:

  • ‘Arranque!’: Festival Paredão ocupa CCBB com shows gratuitos, cinema ao ar livre, feira de vinil e mais
  • Leia também: Gloria Groove faz show gratuito na Praça Mauá no encerramento do festival ‘Semana S’

As estreias da semana (14 a 20 de maio)

‘Alma negra, do quilombo ao baile’

O doc revisita a influência dos bailes black e mergulha no universo afro-brasileiro através da música soul e do olhar de intelectuais como Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves. Dirigido por Flavio Frederico.

‘Authentic games – No império desconectado’

Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho.

Na comédia de Caco Ciocler inspirada no meme do “patriota do caminhão”, um encontro improvável entre dois brasileiros transforma-se num road movie inusitado.

Inspirado na história do psiquiatra e filósofo Frantz Fanon,que enfrentou o sistema colonial francês durante a Guerra da Argélia. Com Alexandre Bouyer e Déborah François, e direção de Jean-Claude Barny.

Adaptação do clássico da literatura infantojuvenil brasileira, com direção de Lipe Binder e Marcos Veras no elenco. Na trama, quatro amigos se envolvem em uma investigação ao descobrirem um esquema de falsificação de figurinhas do álbum da Copa do Mundo.

“Mambembe” é uma mistura de documentário e ficção sobre um projeto interrompido. Há pouco mais de 15 anos, Fabio Meira tentou realizar um filme centrado no universo do circo, mas a iniciativa não foi concretizada. Ao retomar o trabalho, o diretor evoca essa história conturbada. Mostra o roteiro antigo sem, porém, ambicionar uma repetição do passado — o que, de qualquer modo, seria inviável. O público acompanha as jornadas de um topógrafo, Ruy (personagem do ator Murilo Grossi), e três artistas de circo, Índia Morena, Madona Show e Jéssica — essa última foi recriada pela atriz Dandara Ohana. Por meio de Ruy, o cineasta traz à tona a figura do próprio pai. Índia e Madona são presenças fortes e autênticas que simbolizam a dura realidade enfrentada pelos artistas de uma manifestação artesanal como o circo em localidades do interior do Brasil. Bonequinho olha: leia a crítica.

Novo longa de Guy Ritchie traz Henry Cavill, Jake Gyllenhaal e Rosamund Pike no elenco. Acompanha dois especialistas em extração que recebem a missão de traçar uma rota de fuga para uma negociadora sênior.

Neste terror, um romântico incurável faz um pedido para que sua paixão de longa data se apaixone por ele, mas um encantamento sinistro se desencadeia. Dirigido por Curry Barker, e estrelado por Michael Johnston e Inde Navarrette.

‘Perto do Sol é mais claro’

Sempre que possível, o octagenário Rêgi (Reginaldo Faria) se garante, dividido entre o trabalho como chefe de obra e a rotina solitária. Viúvo há sete meses, o vazio pesa mais em casa, mas sempre vem o impulso de reagir. “Perto do sol é mais claro” tem vários aspectos documentais. Para começar, um filme “família” com direção e roteiro do primogênito Regis Faria e os irmãos Marcelo Faria e Candé Faria, como filhos de Rêgi, enquanto netos interpretam a si mesmos. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

Baseado na história real de um dos maiores hackers brasileiro, Daniel Nascimento (João Guilherme), que fez parte de uma organização criminosa que movimentou milhões de reais e foi alvo da primeira grande operação da Polícia Federal contra crimes virtuais. Direção de Fabrício Bittar, com Marcelo Serrado no elenco.

Desde que foi exibido pela primeira vez, em fevereiro do ano passado, “Surda”, que marca a estreia solo em longas da espanhola Eva Libertad, vem colecionando prêmios. E merecidamente. Expansão de um curta-metragem de mesmo título lançado em 2021, o longa traz para a tela um drama pouco visto. Ángela (Miriam Garlo, irmã da diretora e que inspirou a história), uma mulher surda, tem um relacionamento com Héctor (Álvaro Cervantes), que é ouvinte. Quando ela engravida, uma série de preocupações aparece. A principal, se o bebê vai ser surdo como a mãe. Mas, durante todo o processo, Ángela vai passar por muitas aflições simplesmente porque a sociedade está despreparada para lidar com pessoas como ela. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica.

‘Top Gun: Ases indomáveis’. 40 anos depois do lançamento, o primeiro filme da franquia volta aos cinemas, com Tom Cruise no papel de Maverick, um piloto arrogante selecionado para o curso de elite da Marinha americana. Relançamento quarta.

Tom Cruise e Val Kilmer em “Top Gun: Ases indomáveis” — Foto: Divulgação

‘Top Gun: Maverick’. Segundo parte do clássico, lançado em 2022. Na sequência, Tom Cruise retorna ao papel de Maverick, comandando o curso de elite da Marinha americana, comoo instrutor de uma nova geração de pilotos enviados para uma missão quase suicida. Com Miles Teller, Jennifer Connelly e Glen Powell.

‘Cantando estações’. A partir desta quarta, a 3° mostra de musicais ocupa salas do Estação Gávea e Estação Rio, com títulos como “Chicago”, de Rob Marshall, “Mamma mia!”, de Phyllida Lloyd, “La la land”, de Damien Chazelle e “New York, New York”, de Martin Scorsese. Ingressos via ingresso.com. Até 20 de maio.

Meryl Strepp em cena no filme 'Mamma Mia!' — Foto: Reprodução
Meryl Strepp em cena no filme ‘Mamma Mia!’ — Foto: Reprodução

‘Elogio do trompete’. A partir de sexta, a Cinemateca do MAM no CCBB abriga a mostra, que presta homenagem a um dos mais centrais instrumentos associados ao jazz. O programa destaca nomes como Miles Davis e outros músicos, como Clifford Brown, Dizzy Gillespie e Arturo Sandoval.Centro. Até 31 de maio.

‘Jackie Brown’. A mostra ‘Incontornáveis’, que resgata clássicos do cinema mundial exibe o thriller de 1997 de Quentin Tarantino. Na trama, uma aeromoça (Pam Grier) contrabandeia dinheiro do México para Los Angeles para um traficante de armas. Com Robert De Niro e Samuel L. Jackson. Cinemateca do MAM, Flamengo. Sex, às 18h30. Grátis.

'Jackie Brown' (1997) — Foto: Divulgação
‘Jackie Brown’ (1997) — Foto: Divulgação

Mostra de cinema da Amazônia. A 11ª edição do festival estreia nesta terça, na Cinemateca do MAM, com uma programação de 20 filmes, entre curtas, longas, animações e documentários, com diferentes olhares sobre a região. A mostra ocupa, ao longo de quatro dias, outros três locais: o CineCarioca José Wilker (Rua das Laranjeiras 307), o Museu Histórico da Cidade (Gávea) e o Solar Notre Rêve (Niterói). Na abertura, o novo doc de João Moreira Salles, “Minha terra estrangeira”. Até 22 de maio. Grátis.

Filmes que seguem em cartaz

‘2DIE4: 24 horas no limite’

Primeiro filme nacional em IMAX, acompanha a trajetória do piloto brasileiro Felipe Nasr na corrida de Le Mans, que dura 24 horas. O longa é dirigido por Salomão e André Abdala e mistura cenas reais com outras de ficção.

Baseado em romance espírita, o filme de Wagner de Assis segue um advogado que se envolve em um caso com uma história mal resolvida em vidas passadas. Com Nicolas Prattes, Beth Goulart e Lorena Comparato.

‘Aqui não entra luz’

A cineasta Karoline Maia, filha de uma trabalhadora doméstica, investiga neste doc os vestígios da escravidão ainda presentes no Brasil, especialmente nos espaços de moradia, como o chamado “quarto de empregada”. Em primeira pessoa, ela revisita experiências vividas ao lado da mãe na infância e reúne relatos de outras cinco trabalhadoras e de suas famílias.

Billie Eilish – Hit me hard and soft: The tour in 3D’

Show-concerto imersivo da atual turnê do fenômeno pop, com co-direção de James Cameron. No setlist, hits como “Lunch”, “Birds of a Feather” e “Chihiro”.

‘A conspiração Condor’

Ambientado nos anos 1970, o thriller político dirigido por André Sturm traz Mel Lisboa como uma jornalista que começa a investigar as mortes, no mesmo ano, dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart durante a ditadura militar. Dan Stulbach e Maria Manoella completam o elenco, com participação de Pedro Bial.

Carolina Dieckmann interpreta Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida que vê a vida sair do eixo diante das pressões da carreira, do casamento, dos filhos e dos pais. Sóbria há 15 anos e em busca de alívio, passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total. Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, com Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho no elenco.

‘Devoradores de estrelas’

Histórias envolvendo heróis relutantes enviados ao espaço sideral para salvar o planeta de uma ameaça misteriosa têm se provado uma das fontes de diversão mais confiáveis do cinema moderno. Além de inspirado em um best-seller, “Devoradores de estrelas” conta com o aval de astros consagrados, como Ryan Gosling (“Barbie”) e Sandra Hüller (“Anatomia de uma queda”, “Zona de interesse”). O azar do novo filme da dupla Christopher Miller e Phil Lord (a mesma de “Uma aventura Lego”, de 2014) foi transformar o livro homônimo de Andy Weir (o mesmo de “Perdido em Marte”) em argumento para um entretenimento “para toda a família”, o que, em geral, serve de desculpa para uma trama tímida, sentimental e sem imaginação. Bonequinho olha: leia a crítica.

‘O diabo veste Prada 2’

Meryl Streep e Anne Hathaway em 'O diabo veste Prada 2' — Foto: Divulgação
Meryl Streep e Anne Hathaway em ‘O diabo veste Prada 2’ — Foto: Divulgação

Fazer uma sequência 20 anos após o filme original sem parecer mero caça-níqueis é um desafio. “O diabo veste Prada 2” tem dois trunfos: personagens que o espectador vai amar rever e atores à altura. A verdade é que história nem precisaria ser grandes coisas. Mas o longa do mesmo David Frankel de “O diabo veste Prada” consegue, com graça e leveza, dizer coisas relevantes sobre os tempos de hoje, seja a crise do jornalismo ou a falta de alma em um mundo obcecado com resultados financeiros. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

‘O diário da Pilar na Amazônia’

Baseado na série de livros infantis de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar (Lina Flor), uma menina que viaja para a Amazônia com uma rede mágica herdada pelo avô e se junta à ribeirinha Maiara e a seres folclóricos para ajudar a comunidade e impedir o desmatamento. Com direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put.

‘Dolly – A boneca maldita’

A jovem Macy (Fabianne Therese) luta para sobreviver após ser sequestrada por uma figura monstruosa que quer criá-la como sua filha. Direção de Rod Blackhurst.

Convidativo para quem curtiu o caos do argentino “Relatos selvagens” (2014), o americano “O drama” é uma comédia romântica de humor negro com os queridinhos Zendaya e Robert Pattison como protagonistas. Seus personagens engatam um namoro após uma cantada meio sem jeito num café e, poucos anos depois, se veem na preparação da festa de casamento. Parece uma linda história de amor, mas “O drama” capricha nas engrenagens de roteiro para bagunçar o enredo: tem reviravolta, conflito, clímax e desfecho, tudo isso bem marcado na tela como se ensina nos cursos de construção narrativa clássica. Bonequinho olha: leia a crítica completa.

Robert Pattinson e Zendaya em 'O drama' — Foto: Divulgação A24
Robert Pattinson e Zendaya em ‘O drama’ — Foto: Divulgação A24

Ao longo dos tempos, alas femininas submetem-se ao acúmulo de tarefas raramente reconhecidas por “eles”. O cenário avança, mas ainda falta muito para um equilíbrio razoável. Djin Sganzerla, atriz de força e sutileza incomuns, estreou na direção em 2020, com o bem-recebido “Mulher Oceano”. Em “Eclipse”, seu segundo longa, a aparência frágil camufla sua ousadia ao assinar produção, direção, roteiro (com Vana Medeiros) e, obviamente, atuação. Ao longo da trama, o roteiro tentará dar conta de um emaranhado complexo de mulheres penalizadas — na cidade, no Brasil profundo, em casamentos de fachada até mergulhos na deep web. Bonequinho olha: leia a crítica.

Terror nacional dirigido por Ligia Walper e Tomás Walper Ruas. Acompanha moradores de um edifício em Florianópolis que passam por situações assustadoras, como sequestros diabólicos, bruxas e serial killers.

A sempre atual DR literatura-cinema ganha caso de peso: “O estrangeiro”, de Albert Camus, clássico de 1942 que chega às telas sob direção de François Ozon, co-autor do roteiro. Não se pode acusar o expoente do cinema francês de infidelidade. Longe disso. Talvez o oposto — a ousadia de transcrever, quase que palavra por palavra, atmosfera, causas e consequências de um crime cometido por um francês branco na Argélia nos anos 1930. O texto irônico e com estocadas sobre o absurdo da existência, ganha representação correta (Visconti tampouco foi longe em 1967, com Marcello Mastroianni no papel principal). Bonequinho olha: leia a crítica.

Cena de "O estrangeiro", de François Ozon — Foto: Divulgação
Cena de “O estrangeiro”, de François Ozon — Foto: Divulgação

Ruy Guerra retoma, em “A fúria”, filmes importantes de sua carreira — “Os fuzis” (1964) e “A queda” (1978), esse último assinado em parceria com Nelson Xavier — através do resgate de um personagem, Mário (antes interpretado por Xavier e agora por Ricardo Blat). Ele volta para acertar as contas com os seus algozes, Salatiel (Lima Duarte) e Feijó (Daniel Filho), e se depara com um mundo dominado por autoridades inescrupulosas, perversas e corruptas. “Sou um herói imperfeito porque preciso da vingança”, assume Mário. O resultado confirma a vitalidade de Ruy Guerra — contemplado com o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília de 2024 — e ganha com as marcantes atuações de um elenco composto, em grande parte, por artistas veteranos. Bonequinho olha: leia a crítica completa.

O diretor italiano Paolo Sorrentino não é chegado ao minimalismo. Mas a margem de erro é mínima ao lado de Toni Servillo, um dos grandes atores da atualidade. Juntos, pela sétima vez em “A graça”, criador (também roteirista) e criatura (Prêmio Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza 2025) unem forças em obra primorosa. Afinal, o que se passa na cabeça de um presidente a seis meses da aposentadoria? Armar novas alianças, tecer intrigas, derrubar uns e outros? Ficar no poder, custe o que custar? Não, nada disso. Mariano de Santis, o presidente italiano fictício, pensa. Delibera. E cultiva a ambição de chegar a um acordo consigo mesmo, fiel à Justiça, à Ética, aos filhos. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

Hungria – A escolha de um sonho’

Cinebiografia do rapper brasiliense Gustavo da Hungria, conhecido como Hungria Hip Hop (vivido por Gabriel Santana), que soma 20 anos de carreira e mais de seis bilhões de visualizações no YouTube. Completam o elenco André Ramiro e Taty Godoy, sob direção de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira.

‘Iron Maiden – Burning ambition’

O doc revisita os 50 anos da banda que ajudou a moldar o heavy metal, com entrevistas com os integrantes e outras celebridades como Javier Bardem e Gene Simmons, animações e imagens inéditas. Dirigido por Malcolm Venville.

‘Maldição da Múmia’

Nesta releitura de terror do diretor Lee Cronin (“A morte do demônio: a ascensão”), uma família se depara com uma múmia ancestral, desencadeando uma aventura sobrenatural. Com Jack Reynor, Natalie Grace e Laia Costa.

Cena de 'Michael' — Foto: Divulgação
Cena de ‘Michael’ — Foto: Divulgação

A nostalgia e os fandoms estão em alta, e a indústria aposta em filmes com esse apelo. “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e estrelada pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, confia em ambos para atrair o público. Nesse aspecto, o longa é um sucesso. “Michael” se concentra na primeira fase da carreira do cantor, da formação do Jackson 5 (na versão menino, ele é interpretado por Juliano Valdi), passando pelo início de sua carreira solo e o lançamento de “Thriller”, terminando com os shows da turnê “Bad” em Londres, em 1988. Bonequinho olha: leia a crítica completa.

Baseado no videogame e filmado para IMAX, o filme traz Karl Urban, Ludi Lin e Jessica McNamee. Na trama, Johnny Cage se une aos campeões favoritos dos fãs para enfrentar Shao Kahn na batalha decisiva pelo destino do Earthrealm.

‘Nino de sexta a segunda’

'Nino de sexta a segunda', de Pauline Loquès — Foto: Divulgação
‘Nino de sexta a segunda’, de Pauline Loquès — Foto: Divulgação

Em determinado instante de “Nino de sexta a segunda”, Zoé (Salomé Dewaels) mostra a Nino (Théodore Pellerin) o cartaz de uma retrospectiva da carreira de Marina Abramovic, intitulada “A artista está presente”, no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Na ocasião, Abramovic realizou uma performance, que consistiu em se sentar e permanecer imóvel diante de cada visitante, estabelecendo contato através do olhar, sem uso de palavras. Encontros intensos, evidenciados mais nas expressões dos rostos do que nas conversas, também predominam nesse filme de Pauline Loquès, conforme se pode perceber nas interações de Nino com Zoé, que conheceu nos tempos de estudante, e com os amigos. Afinal, o que Nino tem a dizer não é nada fácil: bastante jovem, ele acaba de descobrir um câncer. Bonequinho aplaude: leia a crítica completa.

O julgamento mais emblemático do século XX foi transformado num teatro hollywoodiano digno de Sessão da Tarde. E nada contra histórias sérias com roupagem pop. Mas a pergunta básica que um crítico sempre se faz é se o tema de um filme se encaixa no estilo. É aí que “Nuremberg” derrapa. Há um descompasso entre a atuação de [Rami] Malek e a de [Russell] Crowe. O primeiro está sempre um tom acima, com expressões exageradas e muitos trejeitos, tudo isso amplificado por uma direção que pesa a mão na montagem e nos efeitos sonoros. Bonequinho dorme: leia a crítica completa.

‘As ovelhas detetives’

Hugh Jackman interpreta George, um pastor que lê romances policiais para suas ovelhas todas as noites. Quando um incidente misterioso abala a rotina da fazenda, os animais assumem o papel de detetives. Dirigido por Kyle Balda.

Rafael Infante e Dani Calabresa estrelam a comédia sobre um pai que corta um dobrado para assumir a rotina dos filhos e da casa quando a esposa resolve tirar férias. Direção de Carol Durão.

Jim Jarmush, muso do cinema independente dos anos 1980, hoje um senhor de 73 anos, já se envolveu com vampiros e zumbis ( “Amantes eternos”, “Os mortos não morrem”), solitários urbanos (“Paterson”), entre outras tribos. Sua última investida é bem mais família — “Pai Mãe Irmã Irmão”, Leão de Ouro no último Festival de Veneza. Jarmush, também roteirista e co-autor da trilha musical, oferece obra com fotografia requintada, grife Yves Saint Laurent no vestuário e elenco afiadíssimo que fala pouco, mas diz muito. Família, sob a batuta de Jarmush, não é para principiantes. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

Estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, este thriller policial gravado no Pará acompanha uma policial jurada de morte em São Paulo (Antonelli) que precisa resgatar a filha, médica em missão humanitária sequestrada por garimpeiros ilegais. Dirigido por Gustavo Bonafé.

‘Super Mario Galaxy: o filme’

Depois de salvar o mundo, Mario e seus amigos precisam juntar forças novamente para combater Wario e Bowser Jr. Direção de Aaron Horvat e Michael Jelenic.

Considerado um dos filmes de terror mais importantes de todos os tempos, a obra-prima do italiano Dario Argento, de 1977, volta às telas. O clássico cult acompanha Suzy Banner (Jessica Harper), que vê seu sonho de estudar numa famosa escola de balé se tornar um pesadelo após uma série de assassinatos e acontecimentos inexplicáveis. Em 2018, o longa ganhou uma refilmagem por Luca Guadagnino.

O investimento num elenco formado majoritariamente por artistas idosos é louvável. Em “Velhos bandidos”, filme de Claudio Torres, Fernanda Montenegro e Ary Fontoura interpretam Marta e Rodolfo, casal envolvido num roubo a banco. Dividem o protagonismo com Vladimir Brichta e Bruna Marquezine, que fazem uma dupla de assaltantes, Sid e Nancy. As ótimas intenções, porém, superam o resultado devido à fragilidade do roteiro (de Torres, Fabio Mendes e Renan Flumian). Apesar das restrições, retoma a parceria entre Fernanda Montenegro e Claudio Torres, mãe e filho artisticamente unidos pelo cinema. Bonequinho olha: leia a crítica.

Fernanda Montenegro, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine e Ary Fontoura em cena de "Velhos bandidos", de Claudio Torres — Foto: Divulgação
Fernanda Montenegro, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine e Ary Fontoura em cena de “Velhos bandidos”, de Claudio Torres — Foto: Divulgação

‘Zico, o samurai de Quintino’

Até que ponto um filme sobre o maior ídolo da história do Flamengo poderia interessar a torcedores de outros times? Contrariando a expectativa de uma obra só para convertidos, o documentário “Zico, o Samurai de Quintino”, dirigido por João Wainer, equilibra a trajetória do atleta com um perfil envolvente do ser humano Arthur Antunes Coimbra. A imagem de sujeito boa praça se confirma na “resenha” com os ex-parceiros Junior e Carpeggiani. Ao abordar o período de glórias rubro-negras nos anos 80, o filme escapa das armadilhas delirantes do mengocentrismo, abrindo brecha para episódios controversos como a escandalosa arbitragem do jogo contra o Atlético-MG pela Libertadores de 1981. Bonequinho aplaude: leia a crítica.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/rioshow/cinema/guia/o-genio-do-crime-o-rei-da-internet-na-zona-cinzenta-e-mais-as-estreias-e-os-filmes-em-cartaz.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *