E lá vem uma nova eleição para presidente da República do Brasil, e o que temos pela frente? A mesma polarização danosa que vem impedindo o desenvolvimento nacional por oposição ferrenha e irracional a qualquer projeto que venha do adversário político. Direita ou esquerda, não interessa! As posições e decisões políticas são tomadas muito mais considerando a origem das ideias, ou projetos, do que pelo que podem trazer de bom para o desenvolvimento nacional e, em consequência, para melhoria da qualidade de vida da população mais carente. E isso é muito ruim!
E o pior é que estamos vislumbrando não uma disputa entre duas correntes politicamente adversárias, mas, sim, uma disputa entre a democracia e a ditadura. Por quê? Ora, se o ex-presidente Bolsonaro indicou o seu filho para ser o candidato da extrema direita, obviamente é porque o indicado comunga, ou obedecerá, das suas teses ditatoriais, e trabalhará para tornar realidade o sonho frustrado do pai. Ou seja, o Flávio Bolsonaro não nos dá nenhuma segurança de defender o regime democrático.
O passado do Lula, por outro lado, nos dá a certeza de que ele jamais tentaria alguma aventura ditatorial. Então, deduzimos que a próxima eleição presidencial se dará entre a certeza da democracia contra o risco da ditadura. Não precisamos acompanhar as pesquisas eleitorais para saber que elas refletirão as posições antagônicas dos contra Lula versus os contra Bolsonaro (sim, porque o Zero Um é apenas sua representação).
Obviamente nenhum eleitor da esquerda votará no Flávio Bolsonaro, cujo programa de governo até agora se resume em anistiar seu pai e fazer o irmão ministro das Relações Exteriores. Do mesmo modo, ninguém de uma extrema direita que reverencia Brilhante Ustra votará em qualquer candidato da esquerda. Deduzimos, então, que a eleição será decidida pelos eleitores do centro (não confundir com o Centrão!) que dividirão seus votos baseados na maior ou menor rejeição que tiverem a um ou outro candidato.
E o que concluímos? Concluímos que o resultado da eleição entre a ditadura desejada por um e a democracia do outro será muito apertado, como foi na eleição passada. O Lula pode ganhar eleição? Claro que pode. Mas também pode perder. Ou seja, há um risco considerável de caminharmos para uma ditadura. Pra que fazer a democracia correr risco? Garanto que até dona Lindu, com a sua bonita experiência de vida, diria que “é melhor prevenir do que remediar”.
E como eliminar esse risco definitivamente? Através de um gesto altruísta de Lula. Está nas mãos dele. Pensando mais no país do que em si próprio, ou no seu partido, cremos que ele renunciando a sua candidatura e apoiando um candidato ideologicamente equilibrado, sem radicalismos, probo, experiente e conhecido nacionalmente, evitará que os eleitores independentes que o rejeitam, por preconceito, desgaste ou qualquer motivo, mas também não querem repetir uma gestão bolsonarista, migrem para a extrema direita. Isso derrotaria o bolsonarismo golpista e garantiria um Brasil democrático.
E esse candidato existe? Claro que existe. Vários. Impossível acreditar que num país com mais de 150 milhões de eleitores não tenhamos alguém com competência para isso. Olhando somente para o mundo político, poderíamos citar alguém como Flavio Dino, Paulo Hartung, Ciro Gomes, Camilo Santana, Eduardo Paes ou Eduardo Leite, mas, o da nossa preferência está sentado ao lado de Lula, e já demonstrou cabalmente a sua lealdade à brasilidade.
Claro que estou falando de Geraldo Alkmin, atual vice-presidente do Brasil, ministro do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços, governador de São Paulo por QUATRO mandatos e ex-deputado federal, sem nenhuma suspeita sobre a retidão do seu caráter. Experiência não lhe falta. Alguém acredita que o eleitorado do centro deixaria de votar nele, comprovadamente democrata e republicano, para escolher um candidato administrativamente inexperiente que apoia e é apoiado por quem acampa nas portas dos quartéis implorando por intervenção ditatorial?
O extraordinário currículo de Lula, saindo num caminhão pau de arara da minha Garanhuns para, democraticamente, ser eleito três vezes presidente do Brasil, já garante o seu lugar na História.
E ficaria mais enriquecido pelo altruísmo garantidor da nossa democracia.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/democracia-altruismo/

